O Jornal da Cidade tem noticiado a polêmica em torno do bar da quadra 10 da rua Benjamim Constant. Se continuar caracterizado como restaurante (uma coisa que não é), não tem que fechar às 23h. A verdade é que o movimento vai até 1 ou 2 da madrugada, já presenciei isso. Ora, todos sabem que é um boteco, agora ampliado, só com porções, muita bebida e barulhento, gente apinhada dentro e fora. Basta ir lá para ver o óbvio. Será que o bar tem costas quentes?
O bom senso e a justiça devem prevalecer nessa discussão, afirmo isso tranqüilamente, porque não conheço os donos do bar, nem os moradores que residem próximo a ele. Portanto, imparcialidade e coerência é o que esperamos dos vereadores e das pessoas influentes. Eles podem ver que o bar fica numa esquina que dá para duas quadras - uma em frente, e outra ao lado -, cheias de casas antigas, e esses moradores têm que suplicar para que a lei que transformou essa quadra em corredor comercial seja revogada, e para que prevaleça a verdade, ou seja, é um bar e deve fechar às 23h.
Inverte-se tudo, a vizinhança que quer morar sem perturbação é que tem que lutar para garantir seus direitos, enquanto os botequeiros freqüentadores - que não se importam com as justas reclamações dos moradores dali - bebem, divertem-se e vão embora dormir. E, agora, como o chope desse bar ganhou prêmios de qualidade, a pressão sobre os vereadores ficou maior. Mas, não podemos sair do centro da questão. Com prêmio ou não, é só um chope, é bebida alcoólica, é uma das drogas que, aliada ao cigarro, acabam com a saúde. Elogios e mais elogios ao chope, e as pessoas bebendo, e bebendo, cada vez mais, como se fosse uma coisa positiva, e os vizinhos que se danem. Que situação, hein?
Luís Henrique O’Connor - RG 16.455.543