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José Serra só perde com o nome de Lula na lista de candidatos

Folhapress
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Brasília - O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), sairia vencedor em todos os cenários da disputa à Presidência da República, em 2010, de acordo com a pesquisa CNT/Sensus divulgada ontem. A única possibilidade de Serra perder a disputa seria com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na corrida pelo Palácio do Planalto, em 2010.

Na pesquisa espontânea (onde os eleitores apontam seus candidatos espontaneamente), Lula venceria com 29,4% dos votos, seguido por Serra, com 5% dos votos. Em terceiro lugar na lista aparece o governador Aécio Neves (PSDB-MG), com 2,9% dos votos. O ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) aparece em quarto lugar, com 2,4% dos votos, seguido pela ex-senadora Heloísa Helena (PSOL-AL), com 1,7%.

O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) recebeu somente 1,5% dos votos na pesquisa espontânea. Outros candidatos não mencionados na pesquisa somam 3% dos votos, enquanto 54,1% dos entrevistados não responderam ou votariam em branco ou nulo.

Com a divulgação da lista de candidatos, sem a presença de Lula, Serra aparece em primeiro na disputa, com 36,4% dos votos. Depois do tucano, o candidato mais votado seria Ciro Gomes, com 16,9% das intenções de votos. Em terceiro lugar aparece Heloísa Helena, com 11,7%, depois a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), com 6,2%. Os votos brancos, nulos e indecisos somam 29%.

O índice de voto para o governador de São Paulo registrou queda em comparação a fevereiro deste ano, quando Serra obteve o apoio de 38,2% dos entrevistados, contra 18,5% recebidos por Ciro - na pesquisa em que a lista de candidatos é apresentada aos eleitores.

Serra aparece em vantagem na disputa com Ciro, Heloísa Helena e o ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Social), do PT. O tucano recebeu 34,2% dos votos, seguidos por Ciro, com 17,8%. Em terceiro lugar aparece Heloísa Helena, com 14,1%, depois Patrus com 3,8%.

Na disputa com Aécio no lugar de Serra, Ciro ganharia com 23,5% dos votos, seguido por Heloísa Helena, com 17,5%. O tucano aparece somente em terceiro lugar, com 16,4%, seguido por Dilma, com 7% dos votos. Quando o candidato do PSDB é Alckmin, a pesquisa mostra que Ciro também sairia vencedor com 23,2% dos votos. Depois dele aparece Alckmin, com 17,2%, seguido por Heloísa Helena e Dilma, com 16,3% e 7,6% dos votos, respectivamente.

Segundo turno

Na simulação de disputas em segundo turno, no confronto entre Serra e Dilma, o tucano venceria com o apoio de 53,2% dos eleitores. A ministra recebeu 13,6% dos votos, enquanto 33,3% não opinaram ou votariam em branco ou nulo. Quando Dilma é substituída por Patrus, a vantagem do tucano é ainda maior. Serra obteve 55,1% dos votos, enquanto Patrus, 8,2%. Outros 36,8% votariam em branco, nulo ou não opinaram.

Na disputa entre Serra e Ciro, o tucano recebeu o apoio de 43,7% dos votos, enquanto o deputado do PSB, 25,5%. No total, 31% dos entrevistados não opinaram ou votariam em nulo ou em branco.

No confronto Aécio versus Dilma, o governador de Minas ganharia com 32,1% dos votos. A ministra - chamada de “mãe” do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) por Lula - recebeu 18,3%. Entre os entrevistados, 49,6% não opinaram.

A pesquisa CNT/Sensus foi realizada entre os dias 21 e 25 de abril em 136 municípios de 24 Estados. Foram ouvidas 2 mil pessoas, e a margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou menos.

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Tucano é vaiado

Brasília - O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), foi vaiado e a ministra do Turismo, Marta Suplicy (PT), foi aplaudida ontem durante cerimônia de lançamento de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em Osasco (Grande São Paulo). O tucano foi hostilizado pelo público quando discursava e Marta foi aplaudida quando foi citada pelo locutor do evento.

Apesar da vaia, Serra ressaltou em seu discurso a importância de estar no palanque com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apesar de pertencerem a partidos políticos diferentes. Lula também destacou a importância de receber “todo mundo bem”, porque o lançamento do PAC é um ato institucional. “Não pode ter clima eleitoral, senão vão dizer que estou fazendo campanha. Isso aqui (o lançamento do PAC) é um ato institucional”, afirmou o presidente.

Em Osasco, as obras do PAC prevêem a urbanização de dois assentamentos precários custeados pelo Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social.

Essa não é a primeira vez que um governador tucano é vaiado durante cerimônia do PAC. O mesmo ocorreu no início do mês com a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), em Porto Alegre.

Na ocasião, Lula defendeu a governadora das vaias e pediu que o público compreendesse que o seu compromisso de governabilidade, o que incluiu a participação de políticos de outros partidos. “Eu ainda tenho que visitar muitos Estados do Brasil. (...) E se a gente transformar o PAC em uma manifestação político-partidária, quando é um ato institucional, eu vou ter muita dificuldade de completar as viagens que eu tenho que fazer para o PAC”, afirmou Lula em Porto Alegre.

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