Campinas - Seu jeito de falar é calmo e bem articulado. Gosta de dar ênfase à confiança de cada jogador em si mesmo e procura tirar o máximo de seus comandados na base da motivação. Durante a semana, o técnico Sérgio Guedes, da Ponte Preta, vai aprofundar o trabalho psicológico do time. A meta é uma só: tentar reverter a vantagem do Palmeiras na final do Paulistão.
Sérgio Guedes tentará mostrar aos jogadores que os números da Ponte no campeonato são amplamente favoráveis. Tudo para recuperar a fé no trabalho que vem sendo feito. “A força e a motivação vão sair de dentro da cabeça de cada um”, avisou o treinador.
Para ter sucesso na empreitada, o treinador utiliza vários métodos. Começou a semana com uma conversa. Mais adiante, vai passar trechos de filmes que mostram grandes reviravoltas. Um exemplo: “A Luta pela Esperança”, que conta a história de um boxeador decadente, sem dinheiro e lesionado que consegue recuperar o prestígio.
“Aposto em tudo que possa sensibilizá-los”, contou Sérgio Guedes, ao comentar sua tática de motivação com os jogadores da Ponte. “A idéia não é comover, é motivar. Amanhã ou depois são eles que podem estar num filme contando o que eles estão prestes a fazer no Palestra Itália. Quem sabe?”
Sérgio Guedes pegou a idéia de mostrar filmes com seus antigos treinadores - Cilinho, seu comandante no Santos na década de 80, era um dos que utilizava o método. Ele lembra até hoje qual foi o primeiro vídeo “motivador” a que assistiu: “Carruagens de Fogo”. Da história de atletas ingleses com caráter vencedor e que lutavam pela vitória com todas as forças, o técnico da Ponte tira lições para o time. “O mérito da campanha é todo deles (dos jogadores). A fé no que eles podem fazer também. Eles são os atores principais dessa decisão”, explicou. “O último capítulo dessa história quem vai escrever são eles.”
Abade na final
Sorteio realizado ontem na Federação Paulista de Futebol (FPF) determinou que o árbitro Cléber Wellington Abade vai comandar a final do Paulistão entre Palmeiras e Ponte Preta.. Ele terá a companhia dos auxiliares Émerson Augusto de Carvalho e Vicente Romano Neto.