Economia & Negócios

CUT comemora 1 de maio em Interlagos

Gabriel Ottoboni
| Tempo de leitura: 2 min

Em homenagem ao Dia do Trabalho - ou dos Trabalhadores -, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) promove hoje atos e atividades culturais e educativas em todo País. Em São Paulo, as comemorações serão feitas no autódromo de Interlagos, na zona sul da Capital, das 11h às 18h. Simultaneamente ao evento em Interlagos, também acontecerão grandes atos com shows populares em São Bernardo do Campo, Guarulhos e no Centro de Tradições Nordestinas, localizado na zona norte.

Como estratégia de divulgar esta histórica bandeira de luta, a CUT reforçará a importância do abaixo-assinado da campanha que reivindica a aprovação, pelo Congresso Nacional, do projeto de emenda constitucional nº 393/01. Ele determina a redução da jornada semanal de trabalho de 44 horas para 40 horas, sem redução nos salários. A CUT, em conjunto com outras centrais sindicais, assumiu o compromisso de coletar mais de 1 milhão de assinaturas até 28 de maio. A idéia é entregar este documento ao governo federal e ao Congresso Nacional.

Neste clima de reflexão e lutas, a CUT também comemorará seus 25 anos de fundação e relembrará momentos marcantes da sua história, que vão desde a luta pelas eleições diretas ao processo de democratização do Brasil. O evento, que no ano passado reuniu 800 mil pessoas, terá a participação da Cia. do Calypso, Banda Domínio, César Menotti & Fabiano, Guilherme & Santiago, Pedro & Thiago, entre outros, em São Paulo.

O Sindicato dos Bancários de Bauru e Região participa hoje do protesto de 1 de Maio organizado pela Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas). O ato, que será realizado durante todo o dia na Praça da Sé, também na Capital, “serve de contraponto às festas promovidas pela CUT e pela Força Sindical no autódromo de Interlagos e na praça Campo de Bagatelli”, pontua o sindicato. Por mais empregos, a Conlutas levanta a bandeira da manutenção dos direitos trabalhistas e pede a diminuição da jornada de trabalho sem redução de salários. Apóia, ainda, o fim do fator previdenciário, que dificulta o acesso à aposentadoria, e o fim do banco de horas.

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