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81% das matrículas em universidades na região de Bauru são em unidades privadas

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 3 min

Números do Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo (Semesp) apontam que as 23 universidades particulares de Bauru e 47 cidades da região são responsáveis por 81% de todos os alunos matriculados no ensino superior nesta área.Apesar do ritmo de crescimento de novos alunos ter diminuído nos últimos anos, a tendência é que até 2010, 35 mil estudantes estejam freqüentando uma das instituições de ensino superior da região.

A pesquisa foi realizada pelo Sistema de Informações da Assessoria Econômica (Sindata) do Semesp e analisa também números do Ministério da Educação, contabilizados até 2006. De acordo com Rodrigo Capelato, diretor-executivo do sindicato, a redução das novas matrículas é uma tendência nacional.

“A partir de 1996, houve a flexibilização para a abertura de instituições particulares. No momento em que começou a ter oferta de cursos, as faculdades privadas começaram a atender a demanda de vagas para as classes A e B, por isso, houve um crescimento muito forte no setor”, explica Capelato.

A partir do momento em que a demanda destas classes foi preenchida, o ritmo de abertura de novas faculdades particulares e de oferta de cursos engatou marcha lenta. “Em 2002 começou o novo desafio, que é a inclusão das classes C e D”, observa o diretor. Para isso, Capelato destaca que as instituições devem inovar seus modelos de gestão, mantendo a qualidade de ensino e praticando mensalidades mais acessíveis.

Apesar desta desaceleração do setor, Capelato observa que as unidades privadas são responsáveis por 74% dos alunos que freqüentam o ensino superior em todo o País. A região de Bauru, no entanto, fica abaixo da média estadual, que é de 86%. Para o diretor, isso pode ser explicado pela quantidade de alunos matriculados, por exemplo, no câmpus da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Bauru, o maior da instituição em todo o Estado.

Mesmo com a expansão do ensino superior no País, Capelato destaca que apenas 11% dos brasileiros entre 18 e 24 anos freqüentam uma faculdade. “Essa é uma situação muito complicada. Na Argentina, esse índice é de 30%, por exemplo. E se não fossem as unidades privadas no Brasil, esse número seria 3%”, calcula.

Bauru

O diretor observa que Bauru se destaca por manter ensino superior de qualidade. Outra característica é a oferta de cursos tradicionais, que tenham grande demanda, mas que não necessitem de grandes investimentos. “Cursos em que o investimento é concentrado na titulação do corpo docente e não na construção de clínicas e hospitais”, exemplifica.

Estas informações serão debatidas durante a próxima jornada regional do Semesp, que será realizada em Bauru nas próximas terça e quarta-feira. Segundo Capelato, o objetivo do encontro, que já tem cerca de 60 inscritos por palestra, é estimular a profissionalização da gestão das faculdades. Para isso, serão discutidos legislação, marketing, pesquisa mercadológica e formas de trabalhar com as avaliações institucionais.

Serviço

A Jornada Regional do Semesp em Bauru será realizada no Quality Suites Garden, na rua Dr. Alípio dos Santos, 10-14. As palestras serão gratuitas aos associados, e para os não-sócios há cobrança de taxa. Informações no www.semesp.org.br.

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