Um crime chocante aconteceu na alameda Tebas, no Parque Santa Edwirges, em Bauru. Benjamin Vitório da Rocha, 44 anos, foi encontrado morto, sem a cabeça, no chão do salão onde mora. Horas mais tarde a Polícia Militar localizou dois suspeitos do homicídio, os quais confessaram o crime. Vítima e acusados eram conhecidos e residiam no mesmo bairro.
O corpo foi encontrado às 8h de ontem, quando uma amiga de Rocha passou em frente à residência e viu a porta aberta. Ela entrou na casa para cumprimentá-lo e encontrou o corpo, deitado no chão em posição fetal, com vários cobertores e uma substância que lembra farinha de mandioca sobre o corpo. A polícia acredita que esse artifício foi usado para disfarçar o cheiro.
A polícia teve dificuldades para identificar a vítima, porque Rocha estava sem documentos. De acordo com a irmã da vítima, Edelice Rocha, ele perdeu os documentos, por isso estava sem eles. Além de estar sem a cabeça, ele tinha sinais de ferimentos no peito e escoriações no pé direito.
Segundo o tenente Bruno Mandaliti, da Polícia Militar, a procura pelos autores do delito começou logo pela manhã. Um homem chegou a ser detido como suspeito do crime, mas a polícia averiguou que ele não tinha ligação com o caso, apesar de ser procurado pela Justiça. Segundo informações da Polícia Civil, o suspeito cumpria regime aberto. Ele foi conduzido ao Fórum para assinar a advertência e liberado em seguida.
Suspeitos detidos
Horas mais tarde, os militares receberam uma ligação anônima informando que um dos autores era um verdureiro do bairro, cujo nome é Patryck Sullyvan Marques de Souza, 22 anos. Os policiais dirigiram-se à casa do rapaz, na quadra 2 da rua Liberto Resta, mas foram informados por familiares de que ele havia ido a um bar. Momentos depois, os policiais encontraram Souza. Indagado a respeito do homicídio, confessou que matou Rocha. Em sua residência os PMs encontraram uma blusa e uma calça jeans sujas de sangue. Nas proximidades da casa localizaram um facão com aproximadamente 30 cm de lâmina e, num terreno baldio, a cabeça da vítima.
Na continuidade das diligências, os militares encontraram o segundo suspeito, Rodrigo Oliveira Vicente, 20 anos, em sua casa.
O delegado responsável pelo caso, Carlos Ricardo Mariotto, informou que os dois indivíduos confessaram o crime, no entanto, um atribui ao outro a decaptação. Disse também que o motivo do crime foi uma briga de bar na quarta-feira e que, por volta das 23h, os dois rapazes foram até a casa de Rocha.
Segundo o delegado, Souza e Vicente foram indiciados por homicídio doloso e conduzidos à Cadeia de Duartina. A pena para esse crime varia de 15 a 30 anos de reclusão. Mariotto contou que Vicente tem passagem por lesão corporal cometida contra uma mulher no ano passado e, quando adolescente, ficou dois anos internado na Febem por homicídio.
Parente de Rocha, Vera Lúcia contou que ele era solteiro e morava sozinho. Tinha uma filha de 13 anos. Relatou que o homem, apesar de gostar de bebida alcoólica, não fazia mal a ninguém. Não tinha registro em carteira, trabalhava fazendo bicos na limpeza de terrenos e estava sempre na casa das irmãs para se alimentar.
O corpo de Rocha foi levado ao Instituto Médico Legal e liberado no final da tarde de ontem. O enterro aconteceu às 17h no cemitério Cristo Rei, com a presença de familiares.