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Hóquei: Após três anos de ‘hibernação’, equipe do BTC volta às quadras

Rodrigo Ferrari
| Tempo de leitura: 3 min

Popular em países como Estados Unidos e Canadá, o hóquei in-line voltou a fazer a cabeça dos bauruenses. Depois de um período, por assim dizer, longo de hibernação, a equipe do Bauru Tênis Clube (BTC) voltou às quadras.

Devido à falta de patrocínio, o time ficou três anos fora dos torneios oficiais, embora tivesse mantido a rotina de treinamento. Agora, com apoio da Concent Contact Center, da VCI Brasil, da Locmaster, da Aqua Gold e da Corrent S/A, a equipe pôde entrar na disputa da Terceira Divisão do Campeonato Brasileiro de Hóquei.

O torneio, que é organizado pela Confederação Brasileira de Hóquei e Patinação (CBHP) e conta com apoio do Jornal da Cidade, está sendo disputado em Bauru desde ontem, na sede de campo do BTC. Dez equipes lutarão entre si, até amanhã (dia da decisão), por uma das quatro vagas de acesso à Segunda Divisão do Brasileiro.

A estréia do BTC no Grupo A da competição não foi das melhores. O time foi derrotado por 4 a 1 pelo BR Wizard’s, de São Paulo, no jogo de abertura do campeonato. Eloy, Marcos, Bruno Navarro e João Almeida marcaram para o BR Wizard’s. Felipe fez o gol de honra dos bauruenses.

A partida foi bastante disputada; aqueles que assistiram anteontem ao jogo entre Nacional do Uruguai e São Paulo, válido pela oitavas-de-final da Libertadores, e ficaram chocados com os carrinhos e pontapés desferidos pelos atletas das duas equipes, certamente ficariam horrorizados (a ponto de desmaiar) caso tivessem comparecido, ontem pela manhã, ao ginásio de hóquei da sede de campo da BTC.

Não que a partida tenha registrado qualquer tipo de agressão ou de contusão grave. É que no hóquei, o contato físico impera. Os jogos costumam ser disputados ombro a ombro, braço a braço, stick a stick (o taco utilizado pelos atletas para bater no disco, denominado puck).

Por conta do forte esquema de marcação praticado pelos dois times, os gols demoraram a surgir. O primeiro ocorreu quando faltavam menos de 15 segundos para o final da primeira etapa (são quatro tempos, no total, com dez minutos cada). Eloy Haiashida aproveitou-se de uma bobeada da defesa BTC e abriu o placar para o Br Wizard’s

Mas os atletas bauruenses não estavam dispostos a entregar a vitória de bandeja para o adversário, tanto que, logo no início do segundo tempo, o BTC conseguiu empatar. Felipe recebeu assistência de Murilo Pimentel e mandou para o fundo das redes.

Mas a alegria do time da casa durou pouco. Menos de dez segundos após o BTC haver empatado, Bruno Navarro marcou, colocando o BR Wizard’s novamente em vantagem. Depois disso, a equipe de Bauru caiu de produção, e passou a cometer erros primários de passe e de finalização (admitidos, inclusive, pelos próprios atletas).

“Nosso time ainda não está bem entrosado, por isso estamos tendo muitos erros”, reconheceu o defensor Felipe, que está convocado para a Seleção Brasileira de Hóquei sub-20. Antes do começo da partida, o técnico do BTC, Gilberto Queiroz da Costa, já previa dificuldades. “O time tem diversos atletas inexperientes - alguns com 16 anos de idade. Esse é nosso ponto fraco. Em todo caso, acredito que temos chances de chegar entre os quatro primeiros”, avaliou.

Antes do final do segundo período, o BR Wizard’s voltou a marcar, desta vez com Marcos Shimomura. Depois disso, o jogo se tornou bastante truncado, e as chances de gol se tornaram raras. Os dois times passaram a terceira etapa em branco, e a situação teria se repetido no quarto tempo, não fosse o gol do BR Wizard’s, marcado por João Almeida faltando dez segundo para o fim do jogo, após receber passe do técnico/jogador Pablo Navarro, que atuou pela Seleção Brasileira nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg (no Canadá), em 1999, e em Santo Domingo (na República Dominicana), em 2003.

À noite, o BTC se recuperou e derrotou o Blades São José por 8 a 2.

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