Polícia

Alta de roubo de carros chega a 50%

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

A comercialização de peças automobilísticas também é responsável pelo aumento de 50% nas ocorrências de roubo (quanto o ladrão ameaça a vítima) de carros entre os anos de 2007 e 2008 no primeiro trimestre deste ano, comparando-se com 2007. Neste caso, porém, os veículos visados são os mais novos, explica o major Nélson Garcia Filho, subcomandante do 4º BPMI.

“Quando é que roubam? Quando o furto está mais difícil. Com chave mixa, por exemplo, não dá para levar carro novo, com alarme. Eles vão na mão grande. Mas para a gente da polícia tem uma grande diferença porque no roubo tem grave ameaça. Deixa a vítima com seqüelas, traumas”, explica o major.

Para evitar conseqüências piores, ele orienta os condutores que passarem pela situação a não reagir. “Pode perder a vida. Principalmente se o ladrão tiver entre 14 e 25 anos. Eles ficam muito nervosos, são mais perigosos”, comenta. Neste caso, a chance deles dispararem a arma é grande. Já os mais experientes, em geral, são mais calmos. De qualquer forma, o condutor jamais deve encará-lo.

“Ele pode imaginar que a pessoa quer se sobrepor a ele. O motorista tem que tentar manter a calma, deixar as mãos no volante e não fazer movimentos bruscos”, orienta. Ao sair do carro, ainda deve se deslocar de costas e para trás. Caso permaneça em frente à porta de onde desembarcou, o assaltante pode decidir levá-lo junto, em virtude da pressa de deixar o local.

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Segurança

Talvez se as pessoas se preocupassem mais com a própria segurança, os índices de criminalidade em Bauru fossem menores. A avaliação é do major Nélson Garcia Filho, subcomandante do 4º BPMI.

De acordo com ele, é comum condutores deixarem o veículo sem trava ou alarme em locais ermos e escuros, com objetos de valor aparentes. “Se não quiser colocar uma trava elétrica, procure num ferro-velho 40 centímetros de corrente galvanizada. É só colocar na direção e prender no pedal com um bom cadeado. Na hora de procurarem um veículo para levar, vão ficar com outro”, afirma Garcia.

O subcomandante conta que muitos carros ficam ainda mais vulneráveis quando os condutores os estacionam em frente de casa. Nestas circunstâncias, tem quem deixe até os vidros abertos. “Mesmo que esteja fechado, num segundo conseguem levar com chave mixa, se não tiver outro dispositivo de segurança”, afirma.

Uma outra alternativa para evitar ter o carro furtado é a instalação de um parafuso entre a bateria e a ignição. “Vão tentar roubar e o carro não vai pegar”, conclui.

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