Internacional

Argentina: falta combustíveis e agricultores voltam a ameaçar

Folhapress
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Buenos Aires - A falta de combustíveis que atinge a Argentina há meses se agravou nos últimos dias nos postos da capital e da Grande Buenos Aires, onde se formaram grandes filas para abastecer e, em alguns, se vendiam quantidades limitadas.

Há rumores de que os preços dos combustíveis vão subir cerca de 5% nos próximos dias, o que eleva e demanda. O país tem acordo de congelamento de preços com as petroleiras há cerca de três anos, mas recentemente autorizou aumentos.

O presidente da Federação de Entidades de Combustíveis da Província de Buenos Aires, Luis Malchiodi, disse que “nunca houve um desabastecimento semelhante’’ e pediu a intervenção do governo. “Há centenas de postos sem combustíveis e muitos que não podem atender a demanda que recebem.’’

No domingo, a Petrobras Energia, subsidiária na Argentina, publicou comunicado nos jornais anunciando ampliação dos horários de distribuição de refinarias e importações para evitar o desabastecimento. Nos últimos dias, Esso e YPF fizeram declarações semelhantes.

Em março, a Petrobras foi multada por falta de combustíveis em seus postos, mas na quarta a empresa disse que a situação dos postos era normal.

Agricultores

Os líderes das principais entidades agropecuárias argentinas decretaram hoje o fim da trégua de um mês no conflito com o governo gerado pelo aumento de impostos à exportação de grãos.

A medida provocou um locaute de três semanas em que produtores bloquearam as estradas do país, gerando desabastecimento de alimentos nas cidades.

Em reunião realizada ontem, os representantes do campo afirmaram que os produtores voltarão a fazer protestos nas estradas de todo o país hoje, mas sem bloquear as vias. Prometeram também que não haverá desabastecimento.

Em encontros recentes com o governo, os produtores conseguiram a promessa de que serão reabertas as exportações de carne e trigo, mas não obtiveram sua principal reivindicação, o recuo no aumento de impostos.

“Há bronca, mal-estar e ansiedade em todo o país”, afirmou o presidente da Federação Agrária Argentina, Eduardo Buzzi.

“Mas queremos manifestar nossa vontade de continuar discutindo.”

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