Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• Contas preocupam

A rejeição das contas de campanha de 2004 preocupa cada vez mais o staff da pré-candidatura de Caio Coube (PSDB) à Prefeitura de Bauru. Recente resolução do TSE impede o registro da candidatura de quem teve as contas rejeitadas na eleição passada. A dúvida, ainda em debate entre os ministros do Tribunal Superior Eleitoral, é se a resolução vale para a eleição de 2008 ou só para 2010.

• Estouro de R$ 20 mil

Em janeiro deste ano, o JC revelou a rejeição das contas de Caio, transitada em julgado, isto é, analisada em todas as instâncias possíveis da Justiça Eleitoral. Na disputa de 2004, contra Tuga Angerami, Caio ultrapassou em R$ 20 mil o teto permitido para gastos eleitorais, que era de R$ 700 mil. Há uma multa de R$ 150 mil a ser paga, mas o que preocupa mesmo e pode tirar Caio da disputa é a resolução do TSE.

• Marta no mesmo barco

Quem também pretende disputar a eleição deste ano e está com o mesmo problema é Marta Suplicy (PT), que ainda não conseguiu resolver uma pendência de 2004, ano em que perdeu a prefeitura para o tucano José Serra. As contas de campanha da ministra foram rejeitadas pela Justiça Eleitoral de São Paulo. Marta recorreu ao TSE. Mas em fevereiro passado o tribunal manteve a rejeição das contas.

• Pode parar no Supremo

Segundo o blog do Josias, o mérito do recurso da ministra nem chegou a ser analisado. Considerou-se que a decisão tomada em São Paulo, de caráter administrativo, não comportava recursos a Brasília. Na última terça-feira, a ministra protocolou no TSE um novo recurso. Pede que seu recurso seja admitido, analisado e julgado pelos ministros do tribunal. Em caso de nova recusa, abre-se caminho para que os advogados recorram ao STF.

• Retorno ao ponto inicial

Um virtual cenário eleitoral sem Caio Coube muda tudo e faz a corrida começar do zero em Bauru, uma vez que o tucano tem peso fundamental e é considerado o favorito nos bastidores políticos para vencer. Sem ele, a recém-conquistada candidatura de Rodrigo Agostinho no PMDB ganha muita força, assim como as de Toninho Garmes (PTB), Rosa Izzo (PDT) e José Clemente Rezende (DEM).

• Justiça promete rigidez

O rigor terá prioridade na fiscalização da eleição deste ano. O jornal O Globo revela que os juízes eleitorais prometem recorde de impugnações de candidaturas, com a aplicação de resolução que impede o registro de quem tiver ficha criminal. O TRE-RJ (o de SP também) vai vetar candidatos a vereador e prefeito com folhas penais recheadas de anotações, ainda que este princípio contrarie a Lei Complementar das Inelegibilidades - que exige, para a impugnação das inscrições, que o processo judicial tenha transitado em julgado, não cabendo mais recursos.

• Recorde de alongamento

O prefeito Tuga Angerami vai concluir sua gestão entrando para a história como o que mais renegociou dívidas e, por conseqüência, esticou prazos de pagamentos no município. Não se trata de crítica ao procedimento, já que a difícil situação herdada exigia alongar prazos para pagamentos. Dívidas como a da previdência e agora em favor do DAE terão de ser pagas em 20 ou 30 anos, como aconteceu com a malvada federalização, em 2000.

Comentários

Comentários