Tribuna do Leitor

Resposta à missiva do sr. José Carlos Sobrinho


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Li e reli a carta do sr. José Castro Sobrinho, de 1/5/08, elogiando o bispo Edir Macedo pela construção da Catedral de Fé. Sou membro da Igreja Católica, Apostólica Romana, cujos termos: católica, apostólica, romana têm significado especial milenar. Sou católico praticante e não de nome, como muitas pessoas que se batizaram, talvez fizeram a primeira comunhão e voltaram à Igreja para se casarem (mais pela parte social do que da religiosa, porque desconhecem o significado do sacramento do matrimônio), algumas missas de sétimo dia. São católicos?

Digo que sou católico porque sou praticante, pago meu dízimo (não de 10%, mas o que eu e os outros podemos dar e que geralmente não ultrapassa a 1% do salário, dando liberdade, obviamente, a quem quiser doar mais, pois a Igreja não nos obriga ou compele a doar mais dizendo que o dízimo é do Senhor Deus e as ofertas do padre, do bispo ou do papa).

Por isso não concordo com o escrito do sr. José Carlos (embora seja livre a manifestação de pensamento e palavras, respondendo cada um pelo que fizer contrário à lei), quando se diz católico e faz tantos elogios ao bispo Edir e à sua igreja. Lógico que o elogio aqui não é feito ao ser humano Macedo, e sim a uma outra denominação e ao seu alto dirigente em detrimento à denominação a que diz pertencer.

Como disse, sou católico, uma religião duo-milenar, iniciada com os discípulos de Jesus, tendo à frente Pedro. Contudo, respeito todas as religiões que seguem os caminhos traçados por Jesus Cristo, pois no meu entender não podemos e nem temos o direito de estar discutindo doutrinas desta ou daquela religião. Sei que minha Igreja, como as outras, cometem erros, pois são dirigidas por humanos, considerando que se fôssemos infinitamente sábios não estaríamos neste planeta. É por isso que não concordo com o escrito do sr. José Carlos, da forma que está. Ou ele é católico ou evangélico. Em sendo evangélico, parabenizo-o.

Que a igreja de Edir Macedo embeleza nossa Bauru é verdade, mas, com certeza o bispo não a construiu por causa de Bauru, sim em razão de sua religião, sua fé. O missivista inquire o porquê do bispo (nome milenar dado aos ministros da Igreja Católica de grau elevado) Luiz Antônio Guedes não fez uma reforma na praça Rui Barbosa (defronte à Catedral Divino Espírito Santo). Ora, sr. José, a Igreja Católica não dispõe de dinheiro para isso. Seu dinheiro é usado na própria comunidade e nas obras sócio-educativas e humanitárias. Se o sr. fosse católico mesmo, conheceria as missões da Igreja e o trabalho de seus pastores da manhã à noite. No entanto, para saber disso precisa ser católico praticante, pagar seu dízimo, segundo costume, precisa trabalhar nas pastorais da Igreja, visitar as favelas, visitar os pobres e menos favorecidos da sorte, enfim, se doar, como fazem muitos católicos, como também membros de outras religiões, às vezes não consideradas cristãs, mas na verdade mais cristãs do que muitas que se consideram como tal.

Sinto muito, sr. José Carlos! Mas, com todo respeito, não posso aceitar, da maneira como foram apostos seus assoberbados elogios ao sr. Edir Macedo e sua religião, desmerecendo a minha. Isto porque tais elogios não foram pessoais e sim institucionais, em detrimento de uma instituição que diz pertencer. Obs. - Se houver réplica, não farei tréplica.

Antonio Luiz de Gonzaga Lima - RG 2.196.576

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