Manacapuru - Pelo menos 16 pessoas morreram no naufrágio de um barco que ocorreu por volta das 5h da madrugada de ontem, no rio Solimões, na cidade de Manacapuru (AM), conforme informações da Marinha.
O barco tinha saído havia aproximadamente 20 minutos do Lago do Pesqueiro, onde ocorria uma Festa do Divino, quando tombou para um lado e foi invadido pela água. O barco transportava cerca de 80 pessoas, segundo estimativas divulgadas pela Marinha. Não há informações sobre feridos.
Os passageiros da embarcação foram auxiliados, primeiramente, pelos ocupantes de outro barco que vinha atrás, conforme a Polícia Civil. Com a chegada do Corpo de Bombeiros, a embarcação acidentada foi estabilizada perto da margem do rio, e o resgate dos corpos que estavam no interior do barco começou.
Conforme a Marinha, depois de retirados do barco, os corpos serão levados a Manacapuru. De acordo com a Polícia Civil, no entanto, antes do registro das mortes, os corpos precisam ser levados ao IML (Instituto Médico Legal) de Manaus, para reconhecimento.
O trajeto de Manacapuru a Manaus, em barco veloz, dura três horas, ainda de acordo com os policiais. De catamarã, a viagem pode levar seis horas. O Lago do Pesqueiro fica a aproximadamente 50 milhas de Manaus. O local do acidente fica a cerca de 20 minutos de Lago e a uma hora de Manacapuru, segundo os moradores da região. Informações preliminares dão conta de que o nome do barco era Comandante Sales.
Embarcação irregular
A embarcação estava irregular, segundo a Marinha. O barco transportava cerca de 80 pessoas, segundo estimativas divulgadas pela Marinha.
De acordo com informações da Marinha, o barco não estava inscrito na Capitania dos Portos e em janeiro foi apreendida por falta de documentação, além de estar navegando com tripulação sem habilitação.
Segundo a nota enviada pela Marinha, a embarcação não poderia estar em navegação no momento do acidente porque estava apreendida. A Norma da Autoridade da Marinha, informa a nota, diz que o proprietário deveria comparecer à Capitania dos Portos de Manaus para apresentar sua defesa e a documentação para regularizar o barco, o que não aconteceu.
A capacidade de carga e passageiros da embarcação seria definida pela Capitania dos Portos quando o proprietário comparecesse para o processo de regularização, de acordo com a nota.