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Municípios de SC decretam emergência; no RS ciclone deixa 22,5 mil desabrigados

Folhapress
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Porto Alegre - Os municípios de Ermo e Arroio do Silva, no sul de Santa Catarina, decretaram situação de emergência devido aos efeitos do ciclone extratropical que atinge a Região Sul do país. Segundo a Defesa Civil, desde a madrugada de anteontem, 31 municípios relataram prejuízos, com possibilidade de Jacinto Machado e Paulo Lopes também anunciarem situação de emergência.

Segundo a Defesa Civil, a situação mais crítica é verificada em Ermo, onde a chuva destruiu casas, um posto de saúde, alagou ruas e deixou, pelo menos, 40 famílias desabrigadas - que foram alojadas no prédio da Prefeitura.

Na manhã de ontem, uma equipe da Defesa Civil faz um sobrevôo de helicóptero sobre Ermo e municípios vizinhos, para avaliação dos estragos. Ainda conforme a Defesa Civil, em Jacinto Machado, quatro famílias deixaram suas casas, devido a alagamentos, e pelo menos 300 ficaram ilhadas, com a elevação do Rio da Pedra.

Segundo o Cptec (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos), do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), tanto Santa Catarina quanto Rio Grande do Sul deveriam registrar ocorrências de chuvas fortes e ventanias ontem.

Rio Grande do Sul

O Rio Grande do Sul é o Estado mais afetado pelo ciclone extratropical, com 22,5 mil pessoas desalojadas. Outras 1.600 pessoas ficaram desabrigadas e foram encaminhadas para abrigos municipais. O maior número de vítimas é de moradores da região metropolitana de Porto Alegre.

Conforme a Defesa Civil Estadual, entre os desalojados, a maioria - 20 mil - mora na região metropolitana de Porto Alegre. Outros 1.500 moram na capital e 1.000, no litoral. Na manhã de anteontem, a Defesa Civil registrou a morte de uma mulher, que foi encontrada com hipotermia dentro da casa, que estava alagada. O caso, no entanto, não é tratado pela Defesa Civil como decorrência das chuvas. Outros casos de morte são investigados para determinar se foram provocados pelas chuvas ou não.

Na noite de anteontem, cerca de 247 mil pessoas estavam sem energia elétrica, no Estado.

Na manhã de ontem, dos 247 mil, ao menos 150 mil continuavam às escuras - esse número pode aumentar, no entanto, porque a RGE (Rio Grande Energia), que atende cerca de 52 mil pessoas, não confirmou a situação atual.

De acordo com as três empresas, todos os desligamentos são frutos de problemas pequenos causados pelo mau tempo, como rompimento de cabos e quedas de árvores. Como existem muitas ocorrências pendentes, o conserto é demorado.

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