FÓRMULA CERTA
Antes da minha opinião sobre a fórmula de disputa, quero mais uma vez cumprimentar o Palmeiras, pela indiscutível conquista do Campeonato Paulista. De outro lado, continuo achando que o esquema certo é o de todos contra todos. O Guaratinguetá seria o campeão de 2008, porque foi o time de maior soma. Se bem que o ideal em campeonato de pontos corridos é turno e returno. Nesse caso, não tenho dúvidas de que o Palmeiras seria também campeão. O Bahia encerrou sua participação no Campeonato Baiano numa situação insólita: somou os mesmos 10 pontos que o rival Vitória, no quadrangular final, mas acabou sendo vice-campeão, por causa do saldo de gols. O time comandado pelo amigo Paulo Comelli deixa a competição como “campeão moral’, uma vez que fez a melhor campanha, faturando 60 pontos nas duas fases, oito a mais do que o Vitória; ataque mais positivo, com 22 gols em 28 jogos, além da defesa menos vazada. Apesar de tudo isso, ficou em segundo lugar, atrás do rival Vitória. O vice deixa o Bahia na fila há sete anos sem ganhar o título estadual. Não foi muito justa a definição do título brasileiro de 2002, conquistado pelo Santos, que na fase classificatória ficou em oitavo. E nem o São Paulo, em 1977. Sempre na retranca, com um empate aqui, outro lá, o time de Rubens Minelli chegou à final no Mineirão, mesmo aos trancos e barrancos. O Tricolor empatou no tempo normal e na prorrogação, mas sagrou-se campeão nos pênaltis, em cima do Atlético Mineiro, o melhor em todas as fases, o clube que somou mais pontos. Isso não é o modelo correto, fórmula justa de disputa, ao contrário dos principais campeonatos nacionais espalhados pelo mundo, como o inglês, italiano, espanhol e brasileiro.
BARBÁRIE
A confusão entre palmeirenses e Polícia Militar, após a decisão do Paulistão, que transformou as imediações do Palestra Itália em um verdadeiro palco de guerra, reascendeu uma antiga discussão: a proibição das torcidas organizadas nos estádios de futebol. Em entrevista à Rádio Jovem Pan, o promotor de justiça Paulo Castilho defendeu a extinção da torcida organizada Mancha Alviverde. Tenho notado que a PM vem sendo muito mais agredida do que a torcida. O que os fãs do Verdão fizeram domingo foi uma barbárie.
PROVOCAÇÃO
No final da semana, foram espalhadas faixas em alguns pontos de Campinas, com os seguintes dizeres: “Ponte na final e Guarani no final”. A torcida bugrina aproveitou a derrota da rival para responder a provocação, jogando panfletos no Moisés Lucarelli e pichando o muro do estádio. No panfleto, uma frase que ficou famosa no filme Tropa de Elite: “Nunca Serão”, além de uma estrela. A provocação é pelo fato da Ponte jamais ter conquistado um título de expressão, ao contrário do Bugre, que em 1978 levou o Campeonato Brasileiro.
COFRE CHEIO
Além de festejar o título, numa final com goleada, o Palmeiras se encheu da grana, porque o público pagante de domingo foi o melhor no ano no Palestra Itália: 27.927. O Alviverde também engordou sua conta, porque o prêmio ao campeão paulista é de R$ 2 milhões.
DESMANCHE
A equipe noroestina que disputou o Paulistão está sendo desmanchada. Otacílio Neto pode se transferir para o Palmeiras – onde recupera-se de cirurgia – ou para o Grêmio. Edno foi para a Portuguesa, para onde irá Edylton. Vandinho está com um pé no São Caetano e Leandrinho na Ponte Preta, que pode ser também o destino de Bonfim. Luciano Bebê será emprestado novamente ao Santo André, para o Brasileiro da Série B, enquanto vários clubes das séries A e B querem Fabiano e Alexandre.
DESCULPA
Entrevistado pela jornalista Patrícia Poeta, no Fantástico, da TV Globo, Ronaldo revelou detalhes da confusão em que se envolveu, após um encontro ‘misterioso’ num motel no Rio, com três travestis. A entrevista aconteceu em sua casa em Angra dos Reis. Embaixador da Unicef e com uma fortuna que passa dos 250 milhões de dólares, Ronaldo reconheceu que cometeu um erro e mesmo envergonhado pediu desculpas a todos, principalmente a seus fãs. Garantiu, que em nenhum momento soube que eram travestis.
CURIOSIDADE
O título conquistado domingo, pelo Palmeiras, foi o oitavo da carreira de Vanderlei Luxemburgo, que se igualou a Lula, técnico do Santos na época de Pelé. Ambos lideram a lista dos treinadores que mais venceram o Paulistão na história. Já o inesquecível atacante bauruense Toninho Guerreiro, continua sendo o único jogador pentacampeão paulista – tri pelo Santos, em 1967, 68 e 69; bi pelo São Paulo, em 1970 e 71.
VOANDO BAIXO
Émerson Fittipaldi fez sua estréia na Fórmula 1 no GP da Inglaterra em 1970. Em 72, ele seria o primeiro piloto brasileiro a ser campeão na principal categoria do automobilismo.
MEMÓRIA
Copa do Mundo do Japão e Coréia do Sul/2002: Brasil 2 x 1 Turquia, em Munsu (Coréia). Sas abriu o placar. Ronaldo e Rivaldo fizeram os gols da virada brasileira. Árbitro: Kim Young Jo (Coréia). Brasil: Marcos; Lúcio, Roque Júnior e Edmílson; Cafu, Gilberto Silva, Juninho Paulista (Vampeta), Ronaldinho Gaúcho (Denílson) e Roberto Carlos; Rivaldo e Ronaldo (Luizão). Técnico: Luiz Felipe Scolari. Turquia: Rustu; Korkmaz (Mansiz), Akyel, Ozat e Alpay; Tugay, Unsal, Emre e Bastuk (Davala); Sas e Sukur. Técnico: Senol Gunes.