A terceira rodada de negociações entre o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo e afins (Sindtran) e a associação das concessionárias (Transurb), realizada ontem, gerou a necessidade de realização de nova reunião no próximo dia 12 deste mês, quando as empresas de ônibus coletivo vão analisar a possibilidade de apresentação de nova proposta em cima dos itens elencados em pauta.
Segundo o gerente da empresa Sem Limites, sendo um dos representantes das concessionárias na reunião de ontem, José Edson Alves, a negociação continua avançando, mas não o suficiente para fechar a pauta. “Vamos continuar conversando e o que ficou acertado é que o sindicato presta informações à categoria nesta terça-feira mas aguarda nova reunião na próxima segunda-feira para, na terça-feira do dia 13, realizar assembléia e quem sabe votar o que foi negociado. A Transurb avalia nesta semana o que foi discutido na pauta”, disse Alves no início da noite de ontem.
O Sindtran não prestou informações sobre a posição da entidade a respeito das discussões de ontem. Um membro da diretoria disse, por telefone, à noite, que a avaliação estava a cargo de outros integrantes do sindicatos, que não retornaram ao contato pessoal da redação. Por enquanto, a discussão gira em torno da proposta de reposição salarial pelo ÍNPC, que em março ficou em torno de 5,5%, mais 20% de reajuste sobre o tíquete-alimentação, passando dos atuais R$ 100,00 para R$ 120,00.
O sindicato, entretanto, insiste em buscar reposição salarial de pelo menos 8,65% mais aumento real de 15%. Segundo a Transubr, não há espaço para discussão de aumento real. “Não podemos penalizar o usuário aplicando outro índice de reposição que não seja o INPC, mas o sindicato quer o IGPM. Aumento real é ainda mais difícil discutir porque incide sobre tarifa e não podemos afastar o usuário do sistema com transferência de custos”, acrescentou Alves.
Enquanto a reportagem aguardava a reunião, das 14h30 às 17 horas de ontem, ficou indicado que a maior pressão dos profissionais do setor é pela retomada de contratações de cobradores nos coletivos, situação descartada pelas concessionárias. O retorno de cobradores ao sistema integrou a pauta de campanha da atual diretoria. A Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural (Emdurb) pode ser acionada para análise de alta e baixa demanda de passageiros nas linhas, ao longo dos turnos, para verificação de necessidade de atuação dos cobradores. Mas a situação segue indefinida também neste item.