Sem estar preparada para enfrentar dor, a mulher moderna teme enfrentar as contrações do parto normal. A avaliação é do diretor clínico da Maternidade Santa Izabel, Sérgio Henrique Antonio. “Ela vê o seu lado, não o do bebê. Para a criança, o parto normal é bem melhor que a cesariana”, ressalta o médico.
De acordo com ele, o principal problema da cirurgia é a prematuridade. “Muitas vezes têm discordância com dados da última utra-sonografia e o bebê às vezes precisa ficar na unidade de terapia intensiva. No parto normal, a recuperação é mais rápida”, explica. Por conta disso, Eliane Dionízio de Souza preferiu sentir as dores para ter Alícia, que nasceu na última quinta-feira.
“É natural, mais saudável. Na hora que entrei na sala de parto senti medo por causa das dores, dá até vontade de desistir, mas recomendo para todo mundo. Se puder, faça”, orienta. O parto normal é apontado como mais seguro tanto para a mãe quanto para o bebê, segundo a assessoria de imprensa do Ministério da Saúde.
De acordo com o órgão de comunicação, a cesariana tem indicações técnico- científicas. Constitui avanço da ciência, mas para situações de risco. No entanto, tem sido marcada desnecessariamente, sem que haja indicação precisa. A situação aumenta as chances de complicações e morte para ambos. Esse tipo de informação também é transmitida nas aulas oferecidas pela Maternidade Santa Izabel.
“Esse curso para os pais, além de orientá-los, deve nos ajudar a atingir a meta. O parto é bom para a mãe, para o bebê, para a família”, reitera Ana Maria Santos Pinho, gerente administrativa da instituição. Ela ressalta ainda que, quando o recém-nascido vem ao mundo naturalmente, a mãe tem mais facilidade de amamentá-lo. “A cesárea tem risco de infecção. A recuperação é mais tardia”, acrescenta Antonio.
O procedimento é cerca de 15% a 20% mais dispendioso ao poder público. Atualmente, uma cesariana custa entre R$ 3 mil e R$ 5 mil. Mas consciente de tudo, a engenheira civil Adriana Agostini, grávida de sete meses, dá preferência à cirurgia. “Não tenho nada contra o parto normal, mas vou fazer cesárea. Não pela dor, mas pelo bebê. Minha irmã ficou horas tentando parto normal, mas minha sobrinha nasceu toda machucadinha, de cesárea”, conta.
Ela ainda teme complicações como falta de oxigenação. “Meu médico comentou que após os 30 anos é mais difícil. Quero chegar ao mais próximo do normal”, conclui.