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Paulinho da Força será investigado pela Câmara e ironiza ação da PF

Folhapress
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Brasília - O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), decidiu ontem autorizar a Corregedoria da Casa Legislativa a investigar as denúncias contra o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical. Chinaglia encaminhou para a corregedoria matérias de jornais que apontam o suposto envolvimento de Paulinho com um esquema de desvio de empréstimos no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e também com a exploração sexual de mulheres.

O deputado disse, porém, que a corregedoria vai analisar “globalmente” as denúncias contra o parlamentar -que podem apontar também o envolvimento de outros deputados no esquema. “A gente não faz o envio citando apenas um parlamentar, você pega todo o noticiário”, explicou Chinaglia.

O corregedor tem autonomia para pedir explicações ao parlamentar, ou mesmo arquivar o caso. Mas não tem prazo previsto pelo regimento da Câmara para encerrar as investigações. O corregedor da Casa, deputado Inocêncio Oliveira (PR-PE), tradicionalmente não dá continuidade às investigações quando as denúncias são baseadas em notícias veiculadas pela imprensa.

A reportagem apurou que o argumento para o “engavetamento” dos processos é baseado no fato de que notícias de jornais não permitem conclusões a respeito das irregularidades levantadas contra parlamentares.

Se o corregedor autorizar a investigação, encaminha o processo para a Mesa Diretora da Câmara -a quem cabe decidir se enviará representação contra o deputado ao Conselho de Ética da Câmara.

Chinaglia defendeu que o corregedor trabalhe no eu ritmo habitual, sem esforço para antecipar ou retardar as investigações. “Não pode ser algo relâmpago, bem algo com que se fique eternamente.”

Pronunciamento

O Paulinho ocupou ontem a tribuna do plenário da Câmara para se defender. Por dez minutos, Paulinho ironizou a ação da Polícia Federal, na qual é citado nas investigações, e disse ser vítima de perseguição por defender os interesses e direitos dos trabalhadores. Mas não apontou nomes de seus virtuais algozes. “Primeiro, te acusam para depois você ter de provar sua inocência”, disse Paulinho na tribuna.

Ironia

Irônico, Paulinho tentou chamar a atenção dos colegas parlamentares ao criticar a ação da PF na Câmara, quando foram feitas imagens e gravações de um suposto lobista que manteria contatos com o deputado. As gravações foram registradas durante as investigações da Operação Santa Tereza.

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