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Dr. Automóvel: A marca da máquina – Parte II

Consultoria: Marcos Serra Negra Camerini*
| Tempo de leitura: 3 min

Na semana passada falamos de algumas marcas e emblemas de fabricantes mais famosos, que identificam os veículos e imprimem a eles a confiabilidade e tradição de suas marcas. Comentei o fato do brasão da Ferrari ter um cavalo empinado, que foi usado na Primeira Guerra Mundial por um piloto italiano que morreu em combate e Enzo Ferrari o homenageou em seus carros de corrida. O emblema da Porsche tem um cavalo empinado também, muito parecido mas que nada tem a ver com o da Ferrari. É apenas o brasão da cidade de Stuttgart, Alemanha, onde fica sua sede.

A Lamborghini tem um emblema onde aparece seu nome e a imagem de um touro, que representa a força e impetuosidade de seus veículos, mas também representa a paixão que Ferruccio Lamborghini tinha pelas touradas. Outra fábrica italiana, a Maserati, tem um bonito emblema com um tridente de Netuno, que é o símbolo da cidade de Bolonha, onde a empresa foi fundada.

Algumas marcas têm curiosidades interessantes como a da Chevrolet, por exemplo. Em 1908, William C. Durant ficou hospedado em um hotel em Paris e notou um desenho interessante no papel de parede de seu quarto e o copiou. Era a “gravatinha borboleta” que foi posteriormente mostrada a seu sócio Louis Chevrolet e usada como símbolo da marca. Outra interessante é a Peugeot, que tem um leão como símbolo. A empresa foi fundada em 1810 e iniciou suas atividades fabricando serras e se inspirou na figura de um leão devido a seus dentes afiados e corte preciso. Com o passar dos anos, a fábrica incorporou outros produtos tão diversos quanto utensílios domésticos, armas de fogo, ferramentas, radio e finalmente automóveis, todos ostentando a marca do leão. Algo parecido ocorreu com a Yamaha, que hoje fabrica motocicletas e motores e instrumentos musicais, mas que iniciou sua atividade industrial com a fabricação de pianos, daí os 3 diapasões em seu logo. A Opel, braço alemão da GM, tem um símbolo famoso que é um relâmpago sobre um círculo. O círculo é a inicial de seu nome e o relâmpago era usado em seu primeiro produto fabricado no final do século 19, que eram máquinas de costura. Como as engrenagens tinham alta precisão e isto fazia com que suas máquinas trabalhassem “na velocidade de um raio”, veio o símbolo.

Outras marcas usam apenas seu nome como marca, que se tornam um símbolo por si só. A Ford tem seu famoso oval azul praticamente o mesmo desde o início, apenas reestilizado de tempos em tempos, como o atual com efeitos de luz. A General Motors usa as letras GM e GMC com pequenas mudanças gráficas, porém facilmente reconhecíveis. A Fiat (Fabricca Italiana Automobili Torino) usa a sigla de suas iniciais como marca desde o início, com algumas variações de grafismo como o escudo redondo e o retangular entre barras e alterações sutis de fontes. A Nissan japonesa usava seu nome em um retângulo sobre um círculo, dividindo-o ao meio, nas cores azul e vermelho, representando o céu e o sol do Japão. Hoje foi modernizado e é apenas cromado com o círculo vazado. A brasileira Agrale sempre usou uma letra A estilizada em formato triangular, perfeitamente .

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* Marcos Serra Negra Camerini é engenheiro mecânico formado pela Escola Politécnica da USP, pós-graduado em administração industrial e marketing e engenharia aeronáutica, com passagens como executivo na General Motors (GM) e Opel. Também é consultor de empresas e é diretor geral da Tryor Veículos Especiais Ltda. Seu site é www.marcoscamerini.com.br.

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