Política

PT deve definir futuro no dia 17 e situação do partido é uma incógnita


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A gangorra em que o PT de Bauru se encontra com relação às eleições deste ano parece que tem data para terminar. Membros da Executiva Municipal das duas alas do partido reuniram-se ontem e estabeleceram o dia 17 de maio para definir se a legenda terá candidato próprio ou formará aliança com outras siglas.

Trinta e cinco delegados irão decidir o futuro do PT: 25 são ligados ao presidente municipal do partido, Sandro Bussola, e 10 com vínculo com Jorge Moura, membro da Articulação de Esquerda. A situação, do grupo do vereador José Carlos Batata e da qual Bussola é integrante, quer aliança e tem ampla maioria para decidir o rumo do partido na eleição.

Para Moura, que defende a candidatura própria e já colocou seu nome à disposição, o fato de sua ala ter 10 votos não representa que a decisão caberá aos petistas ligados a Bussola. “Muitas pessoas no PT não são orgânicas, por isso não votarão em bloco”, comentou ele. Mas, fato concreto, ele sabe que não tem votos para enfrentar a situação.

Segundo o presidente do PT no município, caso a opção seja pela candidatura própria, o nome será definido até o dia 23 de maio. São cotados como pré-candidatos Estela Almagro, Roque Ferreira e Jorge Moura.

Concorrente em 2000 e 2004, Estela comentou no final de março que não estaria disposta a participar. “Sempre defendi a candidatura própria, mas nesse momento não estou com disponibilidade”, disse. Na prática, nem o vereador e marido de Estela, José Carlos Batata, defende candidatura própria neste ano.

O fato de a legenda ainda não ter se posicionado tem relação com o cenário político bauruense. Conversações não faltam, mas as decisões são poucas e tendem a se afunilar nos próximos dias.

O presidente estadual do partido, Edinho Silva, que também é prefeito de Araraquara, disse ontem ao JC que nada de oficial chegou com relação ao processo político em Bauru. Segundo ele, a situação no município realmente encontra-se aberta, sem definição da candidatura própria. De acordo com Silva, a Executiva Municipal tem autonomia para decidir a postura a ser adotada, desde que sejam respeitadas as orientações do diretório nacional.

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