Economia & Negócios

Para investir, é preciso conhecer a área escolhida

Dayran Carvalho
| Tempo de leitura: 3 min

Para aqueles que não sabem como investir o dinheiro de maneira em que o projeto de vida possa ser ainda mais rentável, o consultor financeiro Gustavo Cerbasi dá uma orientação básica. “Mais importante do que o perfil do investidor ou qual setor será priorizado para os investimentos, é que ele tenha inteligência e conhecimento a respeito da área escolhida e, ainda, que esteja consciente de suas possibilidades de ganhos e riscos”, afirma.

“Com conhecimento e inteligência, dificilmente as perdas serão maiores que os ganhos”. garante ele. Acompanhar tendências também é uma postura indicada.

Há inúmeras opções de investimentos como planos de Previdência, Bolsa de Valores, mercado imobiliário, fundos de renda fixa, entre outros. Algumas são de risco, outras mais conservadoras. Neste momento, é importante considerar o perfil do investidor e o tempo em que ele pretende resgatar o dinheiro, ressalta Cerbasi.

“O investimento de longo prazo pode ser mais arrojado. São investimentos de renda variável como, por exemplo, ações e imóveis”, aponta. Neste tipo de investimento, porém, deve-se estar consciente de que os valores sofrerão oscilações e as recuperações ou mesmo o alcance da rentabilidade almejada pode demorar. “É o tipo de coisa que se faz quando não se tem nem previsão de quando se vai precisar do dinheiro”, orienta.

Quando questionado sobre qual a melhor opção, imóveis ou ações, ele não hesita em responder: com inteligência, os dois podem ser muito lucrativos. No entanto, deve haver um estudo da empresa (no caso das ações) ou da região (no caso dos imóveis).

Investir em empresas com possibilidades concretas de crescimento ou em uma áreas urbanas em processo de valorização são alternativas excelentes. Por outro lado, o investidor que aposta em empresas só por ouvir falar, sem o devido conhecimento, ou compra imóveis em áreas estagnadas possivelmente está cometendo enganos.

“Em um País de juros e inflação baixos como o Brasil é hoje, é inevitável que a economia cresça. Então, se é inevitável que a economia cresça, considero inteligente investir em ações ou imóveis, afinal, você está colocando seu dinheiro junto com o daqueles que estão ganhando”, explica. “No entanto, se as pessoas se sentem desconfortáveis com os autos e baixos, elas podem procurar investimentos conservadores, como planos de Previdência Privada, poupança, entre outros”, complementa.

O montante a ser investido também deve ser considerado. Em casos de pouco dinheiro, a poupança pode ser mais compensadora do que fundos, mesmo para investidores arrojados. “Na poupança os juros são rentáveis e, em caso fundos de investimentos, as taxas são elevadas, mas isso quando se trata de curto prazo”, esclarece.

Cerbasi também orienta aqueles que pretendem abrir um negócio. Neste caso, o conhecimento e algum capital que garanta a segurança também são muito importantes. “Negócios naufragam por falta de capital de giro. As pessoas têm dinheiro para montar um negócio, mas não têm dinheiro para estudar sobre o assunto ou, ainda, para pagar as contas em um momento que não se deve tirar dinheiro dali”, ressalta. Segundo ele, empresas deste tipo fecharão as portas diante da abertura da primeira concorrente que tiver um pouco mais de estrutura.

O consultor financeiro ressalta que a idéia de se tornar um investidor deve ser vista como uma segunda carreira. “Uma carreira muito interessante, em que ninguém vai mandar a gente embora”, brinca. No entanto, ele frisa que é preciso dedicar algum tempo, como em toda ‘jornada de trabalho’.

Para quem já tem fortuna e quer garanti-la, uma boa alternativa é diversificar. “Estratégias deste tipo, em que se investe em imóveis comerciais, empresas familiares, carteira de ações e fundos de renda fixa, por exemplo, são utilizadas para proteger um capital que já está acumulado”, explica.

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