Economia & Negócios

Aplicar na Bolsa: negócio a longo prazo

Marcelo de Souza
| Tempo de leitura: 3 min

Para melhorar o “desempenho” das finanças, cada vez mais pessoas físicas vêm buscando aplicar suas economias em ações na Bolsa de Valores, mercado que cresce a cada ano. O número de investidores individuais dobrou. Se em 2006 cerca de 219 mil pessoas investiam na Bolsa, em 2007 esse número passou para mais de 450 mil. Entretanto, os resultados não vêm a curto prazo.

Mas o que fazer para aplicar sem correr riscos? Segundo Pedro Gadelha, diretor de uma corretora de valores, o primeiro passo é escolher uma empresa de confiança e se cadastrar. Ele afirma que muitos bancos possuem corretoras ligadas a eles, mas explica que a melhor opção é a corretora em detrimento aos bancos.

“Qual a vantagem da corretora? No banco, é apenas mais um serviço que eles vendem, então talvez você não tenha um atendimento diferenciado e o ‘home broker’ dos bancos nem sempre funciona muito bem”, diz, explicando que home broker é um programa utilizado pelas corretoras que dá um link direto para o site da Bolsa.

De acordo com Gadelha, o recomendado é investir uma quantia que não será utilizada a curto prazo, porque se houver algum problema de queda das ações, podem haver surpresas. “Não existe um valor mínimo. Vamos supor que você queira aplicar R$ 100,00. Você vai na corretora, escolhe a empresa para comprar as ações e compra por mês. Daqui a 20 anos, quantas ações você não vai ter?”, observa. Contudo, o diretor alerta para que as aplicações sejam feitas sempre em empresas sólidas e que tenham perspectiva de crescimento para não perder dinheiro.

Segundo Gadelha, é importante visar sempre o longo prazo, procurar investir em empresas com perspectivas de crescimento e de fundamentos sólidos, aplicar em torno de 70% do capital para investimento a longo prazo em renda variável e não investir o dinheiro que será utilizado a curto prazo.

O corretor Gustavo Naka diz que o novo investidor precisa diversificar, escolhendo cinco empresas de diferentes setores, fazendo o investimento a médio e longo prazos. Ele indica os ramos de mineração, siderurgia, varejo, bancos e petróleo. “É importante reforçar que o investimento deve ser feito a médio e longo prazos, para não perder dinheiro”, diz.

O próprio Naka investiu na Bolsa antes mesmo de trabalhar como corretor. Quando estava no Japão, leu um artigo explicando as vantagens das aplicações no mercado de ações, num período em que a maioria das pessoas investia em imóveis. “É uma cultura do brasileiro se aposentar e investir em imóveis para alugar. Neste artigo o autor explicava que o inquilino vê sempre o senhorio como algoz, enquanto o dono da empresa em que você tem ações te vê como um sócio”, destaca.

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Curso

Pensando nesses novos investidores, Pedro Gadelha destaca que a Vida Rica - Saúde Financeira vai promover o curso “Aprenda a investir na Bolsa de Valores”. O curso será ministrado pelo economista Gabriel Duarte de Albuquerque, formado em economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com especialização em Mercado de Capitais pelo IBMEC e pós-graduação em Análise de Sistemas pela PUC-RJ. Albuquerque é certificado pela Associação Nacional das Corretoras de Valores, Câmbio e Mercadorias (Ancor) e pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

O curso será realizado amanhã, das 19h às 22h30, e no sábado, das 8h30 às 16h, na Instituição Toledo de Ensino (ITE). Mais informações pelo telefone (14) 8137-1381, pelo e-mail vidarica@vidaricabrasil.com.br ou através do site www.vidaricabrasil.com.br.

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