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Motociclismo: Bauruense fará caminho de ‘Che’

Gabriel Pelosi
| Tempo de leitura: 2 min

O bauruense Alexandre Freitas Munhoz, estudante de geografia, seguirá os caminhos que os amigos argentinos Ernesto Che Guevara e Alberto Granado fizeram em 1952, quando “cortaram” o continente Sul-Americano com uma motocicleta Norton 500, a “La Poderosa”. O bauruense, por sua vez, fará o trajeto inverso. Partindo hoje pela manhã, Alexandre pretende ir até Rio Branco, no Acre, entrar no Peru, descer até a Argentina e voltar a Bauru. Tudo isso em torno de 25 e 30 dias.

Desta vez, “La Poderosa” será uma Yamaha XT 660. O estudante de 26 anos já fez outras viagens do tipo. Foi de moto para o Deserto do Atacama, em 2004, e para o Nordeste brasileiro, em 2006. Agora, porém, o desafio é ainda maior. Serão 10.500 quilômetros de percurso e quatro países no roteiro. Além de “cortar” o Brasil até Rio Branco, no Acre, Alexandre vai passar por locais como Machu Pitchu e Nazca, no Peru, Lago de Titicaca, na fronteira com a Bolívia, Salar Yuiny (deserto de sal), na Bolívia, em seguida entrar na Argentina e, de lá, voltar ao Brasil.

“A principal preocupação é com o terreno das estradas. Vou passar por lugares de terra, onde não terá ponte para atravessar os rios. Além disso, são estradas perigosas com alto índice de acidentes. Todo cuidado é pouco. Minha intenção é evitar rodar à noite, porque essa hora a visibilidade é menor e tem o risco de animais cruzarem a pista. O importante é que vou ciente dos riscos dessa viagem”, alerta Alexandre, que vem programando a expedição há dois anos.

Na bagagem, uma barraca para camping, alguma comida rápida, roupa de frio, um fogareiro e um galão extra de dez litros de combustível. “Vou enfrentar frios de -5 e -10 graus próximo a Cordilheira dos Andes e tive de providenciar roupas especiais. O tanque da moto tem uma autonomia de 250 quilômetros e ainda levarei mais um galão”, explicou.

A partida está marcada para hoje, às 7h. Nesta primeira etapa da viagem, Alexandre vai enfrentar 800 quilômetros até Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. De lá, o bauruense vai para Cuiabá (700 quilômetros). O viajante estima rodar uma média de 800 quilômetros por dia.

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