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Motoristas ameaçam greve em SP

Folhapress
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São Paulo - Motoristas e cobradores paralisaram ontem , por mais de três horas, cerca de 430 linhas de ônibus em São Paulo. O sindicato da categoria pede às empresas reajuste salarial de 10,54% e ameaça entrar em greve a partir de segunda-feira caso não não haja acordo em reunião marcada para hoje com o sindicato patronal.

A SPTrans (São Paulo Transporte) não divulgou balanço oficial dos transtornos causados à população pelo protesto, que deixou terminais vazios e pontos de ônibus lotados.

Das 11h às 14h30, cerca de 70% dos coletivos dessas linhas, que transportam mais da metade dos passageiros da cidade, foram recolhidos -houve adesão ao movimento em 29 das 30 garagens da cidade.

O secretário Alexandre de Moraes (Transportes) sobrevoou os terminais e pediu intervenção da Polícia Militar em dois deles -Varginha e Grajaú- onde “piqueteiros’’ impediam a entrada de microônibus e lotações que não participavam da manifestação.

Não houve registro de incidentes, mas quem tinha compromisso não demonstrava tranqüilidade. “Tinha uma entrevista de emprego e não sabia da greve. O jeito foi pegar metrô e lotação. Fazer isso com o cidadão é uma patifaria’’, disse Diogo Rodrigues, 23.

A situação só voltou ao normal no meio da tarde. Embora tenha minimizado os efeitos da paralisação - por ter ocorrido fora do horário de pico.

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