Salvador - Um casal de vendedores ambulantes briga na Justiça, em Salvador, para tentar recuperar a guarda do próprio filho, um garoto de um ano e dez meses de idade, que há cerca de sete meses vive com uma professora, que era amiga dos pais.
A professora, Marystela Costa Simões, obteve a guarda provisória do menino alegando tê-lo encontrado abandonado e doente, dentro de uma caixa de papelão. Ela reivindica a adoção da criança.
O casal, Alex Negreiros dos Santos, 26 anos, e Rita de Cássia Salvador, 37 anos, nega o abandono do filho. Eles dizem que a professora, que mora quase em frente ao local onde trabalham, aproveitou-se da confiança deles para ficar com o garoto.
De acordo com o pai, o casal e a professora se conhecem há cinco anos, e Simões se prontificou a cuidar do menino enquanto a dupla trabalhava durante o dia. O bebê, disse Santos, começou a freqüentar o apartamento dela com apenas 18 dias de vida.
Ainda segundo o pai, em outubro do ano passado, uma semana após o Dia das Crianças, o casal foi à casa da professora para informá-la que outra pessoa passaria a cuidar do garoto.
“Nós a agradecemos pelo empenho e dissemos que, a partir daquele dia, o meu filho voltaria para a nossa casa. “Para minha surpresa, ela apresentou uma cópia de um documento de guarda provisória, concedido pelo Juizado da Infância e Juventude.’’
O advogado da professora que apresentou o pedido de guarda, José Edson Araújo, é assessor jurídico da 1ª Vara da Infância e Juventude. Ele renunciou ao caso após a divulgação do processo, alegando questões de “foro íntimo’’. Antes, porém, protocolou outra ação, a de adoção do menino, em favor da sua ex-cliente.
Segundo a defensora pública Iracema Ribeiro, que representa o casal, o processo será julgado hoje.