Li atentamente a matéria do Jornal da Cidade (Geral, pág. 10, 7/5/2008) aonde cita que o Supremo Tribunal Federal está julgando duas Ações Diretas de Insconstitucionalidade-ADIN, promovidas pela Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen) e também pelo DEM - Partido dos Democratas, contra o PROUNI- Programa Universidade para Todos, do governo Lula, e a segunda contra a Lei de Cotas nos concursos estaduais do Rio de Janeiro.
Sobre as cotas, independente de ser contra ou a favor, o assunto é polêmico e devido à politica de miscigenação implantada há séculos atrás no Brasil, fica dificil saber quem é ou não é negro. Embora no nosso cotidiano alguns policiais, alguns vendedores de lójas de shoppings centeres, alguns garçons de restaurantes chics ou alguns seguranças de boates da zona sul não possuem difilcudade nenhuma para identificarem quem são os negros e daí muitas vezes a discriminá-los. E só para beneficiar é que começam a surgir as incontáveis dúvidas. Não dá para entender!
Quanto ao Prouni, uma possivel decisão do Supremo Tribunal Federal acabando com este maravilhoso programa que concede bolsa de estudos de 50% a 100% para estudantes carentes oriundos da escola pública se tornara um atentado de lesa humanidade contra a justiça educacional e social e também contra milhares de famílias pobres de todo o Brasil.
Alegam alguns empresários do meio educacional e, infelizmente, com o aval de alguns partidécos de esquerda debilóides, que por ingenuidade ou burrice fazem o jogo de setores das elites reacionárias, que o governo federal não deve subsidiar o ensino particular por causa do Prouni e sim investir nas universidades e faculdades públicas para aumentar as vagas e melhorar a qualidade do ensino médio público.
No entanto, essa alternativa há séculos se discute no Brasil, mas nunca foi colocada na prática e por causa disto perdemos várias gerações de jovens estudantes pobres que poderiam ter ajudado a nação no quesito de conhecimento. Quantos deles não enveredaram para a criminalidade? Não sou contra o aumento de recursos para as universidades públicas, entretanto, toda vez que isto acontece as verbas são direcionadas para aposentadorias precoces de muitos professores e também para aumento de salários. Pras pesquisas sobram uma verdadeira merréca e o corporativismo come solto. E os melhores cursos das universidades públicas estão abarrotados de gente rica que quando se formam não oferecem nenhuma contrapartida para o povo, que através dos impostos descontado na fonte também ajudou a bancar estes estudantes. Para os pobres nas universidades públicas sobram só aqueles cursos de dificil ascensão social e que raramente causarão indepedência financeira futura. É prá continuar este apharteid social é que querem mais recursos financeiros para o ensino superior público?
É estranho que nem o DEM nem a Confederação dos Estabelecimentos de ensino questionam no Supremo Tribunal Federal as mais de 4.000 bolsas integrais de mestrado no exterior que o governo federal banca para estudantes das classes mais abastadas. Não estou discriminando classe social nenhuma, mais num nação aonde reina uma brutal concentração de renda e desigualdade social, torna-se crime querer tirar as ações de inclusão social e educacional voltadas para os mais humildes. Tenho certeza que os ministros do Supremo Tribunal Federal decidirão a favor da verdadeira justiça e em pró daqueles que mais precisam. E o Prouni é essencial para que os filhos dos pobres possam obter o sonho do curso superior.
PS-O mandante do assassinato da freira Dorotty foi absolvido, o jornalista empresário Pimenta das Neves, que matou a namorada por ciúmes e pegou seis anos de prisão está solto e nunca foi preso e os assassinos da Isabela curtem a liberdade provisória. Em contrapartida, o rapaz que furtou na semana passada cinco galinhas lá em Ibitinga continua na cadeia e a empregada doméstica que furtou uns danoninhos num supermercado voltou para o xilindró. A justiça é cega!
Pedro Valentim