Ao tomar ciência da matéria “O governador de Mato Grosso, Blairo Maggi (PR-MT), defendeu o direito ao desmatamento - desde que não o ilegal- como um mecanismo “inevitável” para enfrentar a crise global de alimentos (fonte: http://www1.folha.uol.com.br, 25/4/08)” fiquei surpreso e abismado com o que esse senhor possui de informações para tratar tal assunto, que na minha óptica é tão delicado. Na minha opinião, concordo, que a solução para a crise atual dos alimentos se dá pelo aumento da demanda mundial, devendo-se aumentar a produção das commodities. Os chineses estão com fome de tigre e a especulação toma conta do cenário. Mas defender o desmatamento seria a solução? Isso é um insulto, Sr. Governador. Existem várias glebas de terras devolutas ociosas, prontas para o plantio, que somente servem para deleite de quem interessa, os políticos e os grandes senhores. Proseando recentemente com um conhecido, fazendeiro em Goiás, soube que o problema lá para aquelas bandas é a carência de logística, de investimentos em infraestrutura e não a falta de terra fértil para o plantio, pois terra pra isso não falta, abunda. Não há estradas, caminhão não chega, tecnologia, nem pensar, investimentos externos e internos, isso é balela. Ele disse que para transportar a boiada para os caminhões que fazem o percurso até o abate, nos frigoríficos, formam-se verdadeiras comitivas, que levam horas, se não dias, para fazer o transporte que levaria minutos se houvesse estradas, ou seja, a infraestrutura tão cobiçada. Isso desanima, comentou.
Caro Governador, ao invés de se falar em desmatamento, pois sempre é mais fácil destruir do que organizar, porque não falamos sobre o PAC, a Reforma Agrária, da distribuição de renda, do avanço do biodiesel... E a Auto-suficiência de petróleo, porque não se falam mais nisso? Devemos nos lembrar dessas coisas na próxima eleição.
Ricardo Luiz Penteado Borgo - RG 32.278.150-4