Política

Procurador pede cassação de Sato


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A posição da Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo (PRE) é pela perda de mandato em relação ao processo que discute a desfiliação de Futaro Sato (PMDB) sem justa causa do PDT. Sato alega que sofreu grave discriminação por parte da legenda comandada por Faria Neto. Mas o procurador eleitoral, Mário Luiz Bonsaglia, posicionou, já em alegações finais no processo que agora vai a julgamento, que a tese não foi demonstrada por documentos ou depoimentos.

O procurador salientou, em seu parecer, que em sua defesa Sato alegou que passou a ser pressionado pelo PDT a fazer oposição ao governo municipal o que, até então, não acontecia, fato que o levou a deixar a legenda em direção ao PMDB. “Tais alegações não restaram comprovadas. Não há comprovação de que Futaro Sato tenha sofrido discriminação pessoal a modo de justificar a sua desfiliação do partido requerente (PDT). Antonio Faria Neto também deixa claro que não houve justa causa para a desfiliação”, aponta o parecer.

Além disso, a procuradoria salienta que o presidente do PMDB, Alex Gasparini, também limitou-se, em depoimento, a dizer que Sato sofreu pressão por apoiar o governo, mas que “as questões que levaram à saída de Futaro eram exclusivamente políticas”, destacou a PRE.

Por isso e pelos demais depoimentos colhidos, a PRE opina que não houve realmente justa causa para a troca de partido, sendo viável a cassação do mandato de Futaro Sato em razão da desfiliação partidária. O vereador comentou ontem que não tinha conhecimento da posição da procuradoria e que aguarda o julgamento com serenidade.

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