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Série C: Noroeste confirma ‘Rei do Acesso’ para técnico

Rodrigo Allegro
| Tempo de leitura: 4 min

Com grande identificação com o Noroeste, Luís Carlos Martins foi apresentado ontem, na sala de imprensa do clube, como novo técnico para a disputa do Campeonato Brasileiro da Série C e do Campeonato Paulista de 2009. Nascido em Cafelândia, região de Bauru, mas revelado como jogador no próprio Noroeste em meados da década de 70, o experiente treinador, que foi um meia-esquerda habilidoso, retorna ao time em que foi técnico e teve como principal conquista o acesso da Série A-3 à A-2, em 1995. Outra passagem marcante do atual técnico foi na Série C de 1998.

O experiente técnico, que teve o Mirassol como último clube, foi contratado para substituir Márcio Bittencourt, que não teve seu contrato renovado após perder o título do Interior. Luís Carlos Martins, conhecido como o Rei do Acesso, fez questão de frisar durante a concorrida entrevista coletiva de ontem que não abre mão da disciplina e do sentido de grupo. O Norusca, que integra o grupo 13 da Série C, estréia no dia 6 de julho contra o Tupi-MG, no Alfredo de Castilho. A seguir, os principais trechos da entrevista concedida à imprensa pelo novo comandante noroestino, que dirige o clube pela terceira vez.

Imprensa - O que pesou na troca do Mirassol pelo Noroeste?

Luís Carlos Martins - Em primeiro lugar, é uma satisfação retornar ao Noroeste. Realizei ótima campanha pelo Mirassol nesse últimos anos, com dois acessos, além de terminar o Paulista disputando o quadrangular do Interior. A partir de agora penso apenas no Noroeste e o desafio de conseguir levar o time à Série B de 2009 pesou bastante.

Imprensa – Como você define a Série C?

Martins - A Série C é um campeonato curto e complicado devido aos jogos de mata-mata. Você sempre tem a obrigação de passar pelos quadrangulares para chegar entre os 16 classificados e assim sucessivamente.

Imprensa - O Noroeste perdeu jogadores importantes. Você pretende pedir novas contratações? Como será o planejamento?

Martins - Cheguei hoje, mas as conversas com o Joice (Queiroz), diretor de futebol do clube, me ajudarão a traçar o planejamento. O Noroeste já conta com uma base do Paulista. Porém, quando você chega para montar uma equipe do zero é uma coisa, mas quando você tem uma base a cautela é fundamental, já que tem de conhecer todos os atletas e suas características. Tenho minha forma de trabalhar, de posicionar a equipe, mas sempre com o principal objetivo de vencer. Já conheço alguns jogadores e os demais acompanhei no Campeonato Paulista. Saíram alguns jogadores importantes, como o Vandinho e o Edno, mas tenho quase dois meses para tomar conhecimento. Lógico que vamos trazer alguns jogadores. No entanto, a concorrência é muito grande. Antes da Série C, existe as séries A e B. É claro que os jogadores pensam nessas duas antes de jogar na C. As contratações do Noroeste passarão por análises. Pode ocorrer de contratarmos jogadores desconhecidos, mas que depois ficarão valorizados com a conquista do acesso à Série B e disputarão o Paulista de 2009.

Imprensa - Após sua conversa com a diretoria do Noroeste, qual será a intenção real do time na Série C?

Martins - Primeiro lugar é chegar à Série B. Disputar por disputar não adianta. Já tive o privilégio de subir duas equipes para a Série B - Santo André e América de Natal. Porém, é uma divisão complicada. Tanto eu como o seo Damião, Fernando (Garcia, diretor de futebol) e Joice sabemos que o Noroeste pode chegar às finais, como também pode sair no mês seguinte do início da competição. Mas é claro que com o grupo que permaneceu, e a chegada de alguns reforços, o Noroeste entrará forte.

Imprensa - O fato do campeonato ser de tiro curto ajuda o Noroeste, por já ter uma base, a largar na frente em relação aos outros times?

Martins – Teoricamente sim. Mas o Tupi, nosso primeiro adversário, manteve uma base forte do Campeonato Mineiro. Não existe moleza. Para avançar de fase tem de passar pelos quadrangulares. O problema é que, das quatro equipes, apenas duas permanecem.

Imprensa - Qual a sua análise sobre os adversários do Noroeste (Tupi-MG, Mirassol e Ituiutaba-MG)?

Martins – Só não conheço o Ituiutaba, mas vou atrás de informações. O Tupi fez um grande campeonato mineiro e merece todo respeito. Já o Mirassol é uma equipe muito competitiva.

Imprensa - Qual seu perfil como técnico?

Martins – Só trabalho em cima do grupo. Não existe na minha cabeça 11 jogadores e sim grupo. Todos os jogadores que estiverem aqui comigo é para vestir a camisa e trabalhar. Vida noturna para atleta não existe. É desta forma que trabalho e não abro mão.

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