Se por um lado tem quem não viva sem aparelho celular, existem aqueles que o abominam. É o caso do técnico em informática Angelo Pereto Sobrinho. Ele, a esposa e os filhos não contam com o recurso.
“Não posso nem ouvir esse nome, a palavra já me faz mal. É um bom meio para se ganhar tempo, para a clientela de profissionais liberais, médicos. De resto, acho o cúmulo. Acho que estou em outro mundo”, comenta. Não é bem assim, o aposentado Leopoldo Zanardi também não dispõe do aparelho, embora tivesse tido a oportunidade até de ganhá-lo. “Não aceitei porque não vejo necessidade”, explica.
Recentemente, quando viajou para Minas Gerais, levou um cartão telefônico com 50 unidades. “Seria mais uma coisa para eu carregar, me preocupar e pagar. Para o empresário que está no mundo dos negócios, é fundamental. Sou aposentado, não me interessa no momento. Mas não vou dizer que nunca vou usar”, afirma.
Já Maurício Lima Verde, vice-presidente da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo, vice-presidente da Comissão Nacional do Café e presidente do Sindicato Rural de Bauru, incorporou por necessidade o celular em sua vida. Resistiu por três anos.
“Eu partia do princípio que era fácil me achar. Hoje já faz parte da vida”, explica. Atualmente, tem por princípio atender todas as ligações já que, politicamente, não pode ficar inacessível.