Bairros

Feiras e exposição são realizadas nas antigas instalações da Paulista

Wagner Carvalho
| Tempo de leitura: 2 min

Sob o comando da Secretária Municipal de Cultura de Bauru, as antigas instalações da Companhia Paulista de Estradas de Ferro estão sendo revitalizadas. O local vem sendo utilizado para realizações de feira e exposições com temas ligados à história das ferrovias na cidade.

De acordo com José Ricardo de Campos, diretor de divisão do Museu de Bauru, diversas atividades culturais estão programadas para acontecer no local. “Aos poucos estamos recuperando o patrimônio histórico da antiga estação. Os recursos são escassos e a mão-de-obra fica por conta de funcionários do município e de condenados pela Justiça com penas alternativas”, relata.

Hoje, por exemplo, será realizada em Bauru a “Feira Estação Arte”, onde diversos artesão exporão seus trabalhos; outra atração é a Feira de Ubá, além da banca de livros com distribuição gratuita. Outro projeto também encabeçado pela secretaria é o “Ferrovias para Todos”, que além de passeios de Maria Fumaça pelos trilhos de Bauru inclui visitas aos museus e centros históricos.

“Temos vários projetos prontos que infelizmente dependem de recursos externos”, explica Campos. Ele conta que existe um estudo para conseguir esses recursos através de leis de incentivo fiscal, como a Lei Rouanet. O projeto para revitalização de toda essa área é de longo prazo e depende do interesse das pessoas em participar dos projetos.

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Ocupação

Quem passa próximo das estações ferroviárias de Bauru percebe que as casas construídas pelas ferrovias ainda se mantêm ocupadas. A maior parte das pessoas que residem nessas construções não tem, porém, ligação com a ferrovia. Todos pagam aluguel para a Rede Ferroviária Federal.

Poucos ex-ferroviários residem no local. Grande parte desses moradores invadiu algumas casas e não se importam em pagar o aluguel. Ana Maria Gonçalves é uma das pessoas que moram nas casas construídas para abrigar os ferroviários. Ela se mudou com o marido e os filhos para o local há cerca de um ano. “Me contaram que a casa estava vazia e para não ficar na rua ocupamos o lugar”, conta.

Abandonadas, algumas casas não oferecem o mínimo de condições para uma família sobreviver no local. O fornecimento de água é precário e o esgoto corre a céu aberto. Das 25 casas construídas pela Companhia Paulista, metade se encontra com suas portas fechadas e sem condição de uso.

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