Saúde

Enfermeiros: vocação e doação

Por Da Redação | Com informações da assessoria de imprensa do Hospital Amaral Car
| Tempo de leitura: 2 min

No dia 12 de maio é comemorado o Dia Mundial da Enfermagem, uma homenagem aos especialistas na arte de cuidar do ser humano. De acordo com dados divulgados pelo Banco Mundial, grande parte da assistência em saúde fica por conta dos profissionais da enfermagem, responsáveis pela promoção, prevenção e recuperação da saúde. No Brasil, auxiliares, técnicos e graduados somam 60% da força de trabalho no setor hospitalar.

“Acompanhamos de perto os sofrimentos de dores físicas e emocionais, e nem sempre é possível evitar o envolvimento pessoal”, conta Valentina Soffner Bonilha, há oito anos supervisora-geral de enfermagem do Hospital Amaral Carvalho, em Jaú. Por isso, os 108 funcionários da área no Hospital contam com apoio psicológico para ajudar a lidar com as situações vividas no dia-a-dia.

De acordo com Bonilha, como os princípios básicos do atendimento no Amaral Carvalho são o carinho e a humanização, os enfermeiros atuam como peças-chave na realização desse trabalho.

“Aqui, se o enfermeiro sentir vontade de chorar junto com o paciente e a família, ele vai chorar. A emoção é inevitável, mas não é prejudicial, muito pelo contrário. Apenas fazemos o possível para que o trabalho não interfira na vida pessoal de cada um deles”, ressalta, lembrando que ser enfermeiro é saber doar. “É preciso, antes de qualquer coisa, se colocar no lugar do paciente. Se não tiver vocação e não estiver disposto, não adianta tentar”, afirma.

Um exemplo desse dom é a enfermeira Maria Aparecida Fernandes, atualmente no setor de urologia do mesmo hospital. Ela já simpatizava com a profissão, mas acompanhando a rotina do local, onde começou a trabalhar como telefonista em 1985, teve certeza do caminho que desejava seguir. “Mesmo atuando em outro setor, eu percebia a necessidade de carinho de cada paciente, me apegava muito a eles e queria encontrar uma forma de ajudar mais”, lembra.

Foi quando o hospital ofereceu duas bolsas de graduação para funcionários e, mesmo diante das dificuldades, ela não deixou a oportunidade passar. “Eu tinha uma filha de 3 anos. Conciliar o trabalho, o estudo e a família foi um sufoco, mas valeu a pena”, conta.

Na época, ela fazia a faculdade pela manhã, estágio na parte da tarde e, à noite, continuava com o trabalho no hospital. Hoje, mais de 20 anos depois, ela afirma ser uma pessoa realizada. “Sou apaixonada pelo que faço. Costumo dizer que não venho trabalhar, o hospital é a minha verdadeira casa”, derrete-se.

Maria Aparecida é enfermeira assistencial, mas o profissional da área também pode atuar em rotinas administrativas, como auditoria e controle de estoque. Há várias possibilidades de trabalho e as instituições de saúde estão investindo cada vez mais em capacitação por meio de programas de Educação Continuada.

No Amaral Carvalho, as especializações são vinculadas à Universidade Corporativa (UCAC), referência em pesquisa na área oncológica, e compreendem diversos segmentos, como atendimento em UTI, enfermagem do trabalho e controle de infecção hospitalar.

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