Regional

Alta procura ‘salga’ valor dos aluguéis

Marcelo de Souza
| Tempo de leitura: 2 min

Iacanga - Além da falta de imóveis para alugar, a alta procura tornou os valores dos aluguéis em Iacanga (50 quilômetros de Bauru) mais altos. Segundo Durvalino Ferreira de Campos, ‘seo’ Pretinho, casas que eram alugadas por R$ 200,00 aumentaram para R$ 700,00.

A alta foi confirmada pelo corretor de imóveis Pedro Reis da Silva. Segundo ele, com a procura para abrigar os trabalhadores do gasoduto, o mercado imobiliário da cidade ficou inflacionado. “O prefeito está até falando em construir mais casas para suprir a demanda, que está muito alta”, disse.

Em uma imobiliária local, a reportagem do JC confirmou a procura por chácaras na Bauru-Iacanga (rodovia Cezário José de Castilho, SP-321). De acordo com a secretária Rosa Maria Caldas da Silveira, a imobiliária alugou duas propriedades, recentemente, para duas empreiteiras diferentes, a serviço da Gás Brasiliano. “Além do gasoduto, a usina tem trazido bastante gente para trabalhar por aqui”, confirma.

Já em Arealva, segundo o corretor Licionor Anversa, a procura não tem sido tão grande. Ele ressalta que os trabalhadores da usina de Iacanga ocuparam algumas residências na cidade, porque no município vizinho já não havia mais oferta.

“Mas não tenho percebido essa procura por parte dos trabalhadores do gasoduto”, destaca.

O gasoduto

O ramal que será construído entre Iacanga e Bauru vai ocupar um trecho de 59 quilômetros e irá abastecer a rede construída em Bauru, onde a Gás Brasiliano já construiu a rede urbana (rede secundária) para a distribuição do gás natural, cuja extensão é de aproximadamente 12 quilômetros. A rede a ser implantada interliga o “city-gate” do Gasbol, a ser construído entre Iacanga e Bauru. O término das obras está previsto para novembro deste ano.

O gás natural é trazido ao Brasil diretamente da Bolívia, através de dutos. O plano de negócios da Gás Brasiliano para o quinqüênio 2005-2009 prevê investimentos de R$ 318 milhões em expansão da rede.

Entre 2005 e 2007 foram investidos R$ 143 milhões, cuja verba contempla Bauru.

Após a conclusão das obras da tubulação, a Gás Brasiliano terá de solicitar a licença de operação para, em seguida, iniciar o fornecimento do produto às indústrias de Bauru. O documento também é liberado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SMA).

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