Cultura

Um bandolim comanda as emoções


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“10% é música, o resto, vida.” A frase é do bandolinista Hamilton de Holanda e está no texto de apresentação do segundo CD de seu quinteto, “Brasilianos 2”. É curiosa, vinda de alguém em cuja existência a música sempre se fez presente - filho de peixe, apresentou-se ao público pela primeira vez, tocando escaleta, aos 5 anos, e desde os 18 é profissional.

“Essa é uma referência a uma frase de Oscar Niemeyer, que diz que mais importante do que a arquitetura são as pessoas. É para dizer de onde vem minha inspiração, minha vontade de fazer música. Quero tocar o coração das pessoas”, explica o líder do quinteto, integrado também por Gabriel Grossi (gaita), Daniel Santiago (violão), André Vasconcellos (baixo) e Marcio Bahia (bateria).

Em “Brasilianos 2” - segundo de uma trilogia iniciada com “Brasilianos”, de 2006 -, isso se dá de maneiras diferentes. Faixas como “Ano Bom”, “A Vida Tem Dessas Coisas”, “Mundo não Acabou”, “Tamanduá”, “Estrela Negra” e “Carolina de Carol” “pegam” o ouvinte pela intensa vibração. Já as melodiosas “Desceu o Anjo”, “Rafaela” e “Amor, Saudade Amor” emocionam pela suavidade e doçura.

Não por acaso, foram feitas, respectivamente, para Gabriel, o filho caçula, a filha mais velha (Rafaela) e Cinara, sua mulher.

Todas as composições são dele, mas os outros integrantes do grupo deram suas contribuições, de uma forma ou de outra. “Quando entramos no estúdio, cada um coloca sua personalidade. E como escrevo pensando neles, é como se estivessem compondo comigo. Penso num acorde de que o Daniel gosta mais, uma levada que o Marcio gosta de tocar, e não economizo na gaita, porque o Gabriel gosta de desafio”, conta Holanda, que formou o quinteto em 2003.

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