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Nas próprias mãos


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O Homem vive cercado de leis, responsáveis por determinar os caminhos do bom relacionamento social: as leis de Deus, que abrigam diferentes significações, dependendo da religião e do fiel; as leis do próprio Homem, estabelecidas para serem interpretadas por juristas, que criam as jurisprudências; e as leis do Universo, que conspira sempre a nosso favor.

As leis divinas, assim como as leis do Direito, deixo para os que as entendem e trabalham com isso. Eu só posso ter as minhas idéias a respeito, já que posso não crer no pecado e também acreditar que certas leis do mundo jurídico mais atrapalham do que ajudam a sociedade. Prefiro guardar minha crença para mim e apenas exercer meu direito de cidadão, executando a tarefa da livre expressão.

O terceiro tipo de lei é o que mais me atrai... e o que quero desenvolver neste artigo. Refletir a lei do Universo, qual seja, a Lei da Atração. Mas já vou avisando: li e não gostei de “O Segredo”. Simplista, mecanicista e desmotivador. Bom apenas para quem ganhou dinheiro com o livro e com o DVD. A lei da atração é muito mais do que os racionalismos comandados pelas pessoas que aparecem em tal obra.

A lei da atração poderia se chamar “lei da visão pró-ativa”. Talvez as pessoas tomassem esta lei como algo diferente, muito além da visão mecânica que aparece em “O Segredo”. Os ensinamentos milenares a respeito da lei da atração vão além do simples pensamento positivo. Neste caso, não é apenas o desejo, mas também a ação que deve imperar no cotidiano.

Tomar a vida nas próprias mãos seria o caso de dizer. Reaprender a respirar, a responder de maneira equilibrada, a usar o stress em seu pólo positivo, a aumentar a auto-estima. Estas ferramentas são importantes e podemos usá-las diariamente. Só é preciso aprender. Ao invés de ficarmos na ação e reação, podemos trocar por ação e ação. Que significa dizer: agir e consolidar os nosso desejos.

Desta forma, o misticismo é colocado de lado... e a ciência prospera, ligada à espiritualidade. Mais uma vez, o caos vira equilíbrio.Tomar a vida nas próprias mãos é acelerar a produção de energias positivas, mudando-se do paradigma “o que eu vou ganhar com isso” para “como eu posso ajudar”. O resultado disso, então, seria: trocar o “perde-ganha” pelo maravilhoso “ganha-ganha”.

Nada difícil, se formos ousados e sairmos do condicionamento e das mesmices. Comece agora, de onde você está. Tome a sua vida nas suas próprias mãos. Agarre firme e “positive-se”. Pratique as boas coisas que você pensa... ou vai continuar sendo uma eterna biblioteca sem leitores.

O autor, Reginaldo Tech, é professor, palestrante e consultor na área de desenvolvimento humano e colaborador do Jornal da Cidade - ite: www.cursosprofessortech.com

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