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Para ajudar na aprendizagem, vale até citar os Cavaleiros do Zodíaco

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Para estimular os alunos a aprenderem matemática vale de tudo: música, exemplos práticos e até usar temas da atualidade, como viagem espacial e o desenho “Cavaleiros do Zodíaco”. Assim como ocorre nos jogos eletrônicos, as aulas são recheadas de fases. Para que os alunos consigam superá-las, eles têm de resolver questões relacionadas à matéria que está sendo dada.

Esse é o tipo de aula que a professora Maria Carmem Fernandes Herrera Mucheroni, 53 anos, tem dado aos seus alunos do ensino médio e fundamental. Segundo ela, quanto mais competição houver, mais os alunos querem aprender para superar obstáculos e passar de fase. A interação, na opinião dela, é uma grande arma para estimular os alunos.

Na semana passada, Maria Carmem participou da Jornada de Matemática, Química e Ciências da Computação da Universidade do Sagrado Coração (USC). Ela foi convidada para dar uma palestra sobre “Metodologias alternativas para o trabalho com a matemática”.

Ela conta que desde o início da carreira de professora foi adepta desse método de ensino e explica o porquê. “Quando eu era aluna, achava as aulas de matemática muito chatas e ficava pensando que elas poderiam ser mais interessantes. Quando comecei a dar aulas, passei a adotar métodos criados por mim mesma e outros que aprendi em cursos e vi que funcionava.” Tanto funciona que até hoje ela usa táticas de incentivo baseadas na estimulação.

E ela está sempre inovando. Uma das próximas competições dentro da sala de aula terá como tema as Olimpíadas de Pequim, que ocorre em agosto. A tática, geralmente, é a mesma. Maria Carmem separa os alunos em grupo e eles competem entre si para ver quem vence o desafio primeiro. Para isso, precisam superar etapas. E cada etapa conta com uma série de questões matemáticas que precisam ser resolvidas.

A professora usa também uma viagem pelo mundo. Para passar de um país para outro é preciso apresentar o passaporte. E só se consegue o passaporte resolvendo equações.

“É mais cômodo abrir o livro e passar para os alunos o que está lá. Muitos professores ainda fazem isso. Ainda bem que a qualidade dos livros didáticos está melhorando”, diz Maria Carmem. O responsável por essa situação, segundo ela, nem é o professor, mas os baixos salários que eles recebem. Para complementar a renda, muitos se enchem de aulas e praticamente não têm tempo para investir em aulas mais interativas.

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