De forma genérica e sem citar nomes, o vereador Antonio Carlos Garmes (PTB) utilizou a tribuna da Câmara Municipal de Bauru ontem para denunciar possíveis crimes eleitorais de compra de votos.
O parlamentar dirigiu sua crítica a pré-candidatos a vereador. “Estou preocupado com o rumo que cada homem tem de tomar na vida”, afirmou. “Estou ouvindo pela cidade que existem pré-candidatos a vereador pagando pinguinha, cerveja e churrasco e depois também contas de água e luz”.
Segundo Garmes, quem age dessa forma é “desonesto e malandro”. Para ele, o voto deve ter como objetivo o bem comum e não o interesse particular. “Há mais de 20 anos Bauru é destruída sob vários aspectos”, citou, dando a entender que a prática está arraigada no município, mas sem especificar períodos e nomes.
Enquanto discursava, o petebista mostrou uma matéria de jornal em que o Tribunal Superior Eleitoral atacava a compra de voto. De acordo com ele, é preciso focar também quem está na outra ponta do processo, isto é, o eleitor que aceita o comércio de voto ou se apropria dele.
Garmes avisou que retornará ao assunto em breve e disse que caso o eleitor queira denunciar a corrupção eleitoral e não tenha coragem, ele mesmo irá representá-lo na Justiça. O discurso também foi assimilado, no plenário, como um recado às negociações por apoios políticos em andamento.