Política

Sindtran rejeita proposta salarial e vai à Promotoria por alterações

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

O Sindicato dos Trabalhadores do transporte coletivo urbano e afins (Sindtran) rejeitou ontem, em assembléia realizada em três turnos, a terceira proposta discutida com as concessionárias locais (Transurb). Por maioria, os trabalhadores decidiram insistir na pauta de reivindicações do dissídio coletivo. Além de uma pauta mínima para retomar a negociação em torno de questões econômicas, o Sindtran discutiu a necessidade de ir ao Ministério Público (MP) para buscar a recontratação de cobradores em Bauru.

Em uma assembléia dividida em três etapas, às 9, 15 e 21 horas, em razão da divisão de turnos no trabalho de motoristas e cobradores ao longo do dia, pelo menos 250 profissionais compareceram para avaliar e rejeitar a maioria dos itens da pauta, muitos por unanimidade.

Em síntese, os trabalhadores avaliaram que a pauta de negociações não sofre avanços sem um patamar mínimo acima do que já foi discutido em três rodadas entre as partes. O Sindtran vai informar as concessionárias do sistema municipal que a pauta mínima contempla, além de questões sociais já negociadas, valor inicial de R$ 1.080,00 de piso, R$ 500,00 de participação nos lucros e R$ 150,00 de tíquete-alimentação.

Nélio de Souza, que presta consultoria ao Sindtran nas negociações, argumentou que trata-se de “pauta mínima” como condição para a negociação. As concessionárias do transporte coletivo oferecem reposição de 5,9% pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), salário de R$ 1.023,00 para motoristas e tíquete dos atuais R$ 100,00 para R$ 150,00. Entre outros itens discutidos, a empresa aceita atender outras cláusulas, como implantação de dois turnos, mas alega não haver condições para ampliar as cláusulas econômicas e discutir a retomada da contratação de cobradores.

“Como a retirada de cobradores das linhas com menor demanda foi inserida no acordo passado, da outra diretoria, nós eliminamos esse ponto agora e o caminho será discutir o assunto em ação civil pública através do Ministério Público, que vai atuar nessa questão”, comentou Souza na assembléia de ontem.

Um dos representantes das concessionárias nas rodadas de negociação com o sindicato, Edson Alves, comentou que as empresas avançaram em vários pontos da negociação e aguardam manifestação oficial do sindicato sobre o resultado da assembléia de ontem para avaliação. O presidente do Sindtran, José Rodrigues da Silva, adiantou que “todas as propostas negociadas até agora foram rejeitadas, muitas por unanimidade, pelos trabalhadores. Vamos avaliar como vai prosseguir o assunto”.

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