Internacional

Presidente colombiano anuncia a extradição de 14 ex-paramilitares

Folhapress
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Caracas - De forma inesperada, o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, determinou a extradição de 14 ex-líderes paramilitares do país aos EUA, onde serão julgados por narcotráfico. A oposição e parentes das vítimas criticaram a medida, afirmando que dificultará tanto as investigações dos crimes de lesa-humanidade cometidos pelas AUC (Autodefesas Unidas da Colômbia) quanto da vinculação de parlamentares governistas à organização.

Toda a operação foi feita na madrugada de ontem e sem aviso prévio. Os paramilitares, entre os quais seu porta-voz mais importante, Salvatore Mancuso, foram retirados de três presídios e levados ao aeroporto de Catam, em Bogotá. Dali, embarcaram num avião da DEA (agência antidrogas norte-americana) para Miami.

De acordo com Uribe, Washington concordou em colaborar com investigações na Colômbia e em usar os bens entregues à Justiça americana pelos paramilitares para indenizar suas vítimas.

As declarações de Uribe não tranqüilizaram a Comissão Nacional de Reparação e Reconciliação (CNRR) -nomeada pelo próprio governo em 2005. Em carta enviada à Embaixada dos EUA em Bogotá, seu presidente, Eduardo Pizarro, afirma que a extradição maciça “gerou um profundo desconserto entre as vítimas e as associações de vítimas, pois, para esses setores, a extradição ocorre em detrimento em seus direitos, sobretudo a verdade e a reparação”.

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