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Sobrevivência depende da maternidade


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A sobrevivência de um prematuro depende também dos recursos do hospital onde ele nasceu. Crianças pré-termo (nascidas antes da 37ª semana) podem crescer sem seqüelas, embora não seja comum. “Quanto maior o centro hospitalar, mais recursos. Mas mesmo assim não evitam muitas vezes as seqüelas”, informa a coordenadora do Banco de Leite Humano, Maria Nereida Panichi.

Conforme o JC apurou, dependendo da tecnologia disponível, um bebê recepcionado na 26ª semana de gravidez pode ser considerado viável. Em outros locais, só a partir da 28ª semana. Um outro fator de risco é o peso. São considerados baixo peso aqueles que nascem com menos de 2,5 quilos. Os que chegam com 1,5 quilo, são classificados como de baixíssimo peso.

Segundo a coordenadora do Banco de Leite, no ano passado, um bebê foi recepcionado pelo pediatra com apenas 515 gramas, o menor peso registrado em 2007. Já em relação à idade gestacional, o levantamento do Banco de Leite aponta que uma mãe deu à luz na 24ª semana. Talvez ambas sejam a mesma criança. Não se sabe se ela sobreviveu.

No ano passado, nasceram em Bauru 4.940 bebês, sendo 334 prematuros. Do total de crianças que nasceram antes do tempo, 20,25% são filhos de mães adolescentes, ainda segundo dados do Banco de Leite.

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