Diante da manisfestação de um consumidor da região do Jardim América, publicada na Tribuna do Leitor no dia 08/05, sobre a parada de abastecimento por 24 horas ocorrida na semana passada, em virtude de queima de bomba submersa do poço profundo que abastece a região, me senti, como diretor responsável pela área, na obrigação de esclarecer à população de Bauru sobre o trabalho que o DAE desempenha na nossa cidade. Primeiramente, gostaria de deixar enfatizado que tenho orgulho de ser servidor de carreira há 25 anos nesta autarquia e prezo pelo trabalho feito pelos funcionários do DAE, que se dedicam para atender a população. Infelizmente não podemos satisfazer a todos, mas posso garantir que o trabalho deste Departamento, no caso de troca de bomba submersa em poços de 330 metros de profundidade, é complexo e requer tempo para ser reparado a contento. Os equipamentos pesam toneladas dentro da água, nesta profundidade e são retirados por guindastes, exigindo equipe de 20 homens trabalhando 24 horas ou até mais, se necessário.
O problema que houve com o poço Jardim América foi uma manutenção dentro da normalidade para os serviços do DAE. Na questão de estratégia e planejamento sobre o abastecimento, o DAE tem e a utilizou naquele momento. Diante de problemas inevitáveis como o registrado, contamos com a compreensão da população, pois é impossível abastecer 24 horas as residências do local onde está havendo uma grande manutenção. Quando ocorre a parada de um poço, assim que é identificado o problema o DAE comunica a imprensa para avisar a população. Não há como prever este tipo de ocorrência. Se assim fosse, o DAE trabalharia mais tranqüilamente, planejando os serviços antecipadamente como faz com as manutenções periódicas da parte elétrica e mecânica com bombas de recalque. Na região do Jardim América, além deste poço e o abastecimento da ETA, têm-se o poço Samambaia, que abastece os condomínios Samambaia, Paineiras, Chácaras Odete, Colonial, Villagios I e II e parte da região da Getúlio Vargas. Mas, numa situação de parada, com grande região populacional, temos de ter bom senso nas decisões pois, num sistema que atende milhares de pessoas não há simplesmente como reverter todo um sistema deixando outros sem água.
Sabemos que a população bauruenses não tem condições de acompanhar o funcionamento do sistema de abastecimento de água em uma cidade com aproximadamente 350.000 habitantes, com 150.000 ligações de água e 1.500 km de rede. O município é abastecido 24 horas por dia, vantagem que hoje deixou de ser realidade em muitas metrópoles, face a época de escassez de água superficial e subterrânea.
A Norma Brasileira 5626/82 exige que as residências tenham capacidade de reservação própria não inferior ao consumo diário e suficiente para manter o abastecimento de água dentro da residência por até 24 horas, na falta do abastecimento público. O DAE tem investido em tecnologia, com uma excelente equipe de projetos para manter o abastecimento da cidade, quase que sem interrupções, ou com alternativas de reforço em casos de emergência. Isto pode ser comprovado com as grandes estiagens que tivemos nos últimos anos, e Bauru não sofreu com racionamento de água como aconteceu em cidades vizinhas da nossa região. Talvez a população não perceba por que não é possível divulgarmos tudo o que é feito, mas isto reflete a competência da equipe de trabalho do DAE. Lembramos que Bauru hoje é abastecida por 01 Estação de tratamento de água, que retira água do Rio Batalha, que é um manancial que atende 40% da cidade, mas sofre ao longo dos anos, várias situações de degradação e que isso leva um rio a acabar.
O DAE tem parceria com Ong’s e entidades e mantêm um centro de educação ambiental para tentar levar a comunidade através das escolas, informações para educar a população quanto a questões ambientais, pois temos que preservar este rio tão importante para a cidade. Bauru também é atendida por 28 poços profundos que retiram água do Aqüífero Guarani para 60% da cidade, mas diferente do que é apresentado na mídia sobre a imensidão de água que este aqüífero representa, aqui em nossa cidade ele é limitado em virtude das características geológicas. Temos regiões crítica em relação a esta água, principalmente na zona Sul do nosso município, onde o crescimento é inevitável e a verticalização coloca em conflito onde buscaremos mais água potável.
Sabemos que nada é perfeito e que tudo pode ser aperfeiçoado. Pedimos então, ao invés de críticas, que os interessados procurem conhecer os problemas e as dificuldades que existem no serviço de saneamento de uma cidade do porte de Bauru e encaminhem sugestões, que serão muito bem vindas. Conhecemos vários serviços de saneamento de outros municípios, sabemos que todos enfrentam as mesmas dificuldades, bem como nos certificamos de que os serviços do DAE de Bauru estão entre os melhores em captação, tratamento, qualidade e distribuição da água à população.
Desta forma, convidamos todas as pessoas interessadas em conhecer o sistema de abastecimento do município a nos procurar no DAE, para ter conhecimento do sistema de abastecimento e problemas de nossa cidade, com relação a escassez de água. Também há um canal aberto para sugestões através do site www.daebauru.com.br.
José Brazoloto - diretor da Divisão de Produção do DAE - e Vera Lúcia Andrade Mazzoni - Assessoria de Imprensa do DAE - Mtb 13933