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Na era dos robôs primatas


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Pen-drive, mp3, mp4, iPod. Os nomes são tão pequenos quanto os aparelhos, mas contraditoriamente, carregam uma quantidade enorme de arquivos, músicas e informações em geral. Assim poderia se resumir a nova era, a nova sociedade, a nova economia capitalista, mais uma descendente da famosíssima globalização. O século XXI abriga cada vez mais espaço interno, em aparelhos assustadoramente pequenos. O mundo gira em torno de novas tecnologias, e a receptividade da população é demasiadamente positiva.

Todos esses itens originaram a conhecida “Sociedade da Informação”, que contém promessas de chips instalados em seres humanos e onde discussão a respeito de células-tronco é coisa do passado.

Surgida no final do século XX, na nova sociedade tecnológica o armazenamento de dados é de baixo custo e as tecnologias de armazenamento são amplamente utilizadas. A era da TV Digital e dos computadores leves como uma pena promete incluir toda a sociedade. Mais uma vez a velha história de barateamento dos produtos para que todos possam fazer parte dessa teia. Essa sociedade da informação, também chamada de sociedade do conhecimento, aparece cada dia com uma nova invenção de fazer Einstein virar no túmulo, de tão surpreendente.

Com tantas novidades, poucos param para refletir em relação ao consumismo desenfreado em torno de tantos produtos, e até que ponto tanta “bugiganga tecnológica” é necessária à vida do ser humano. Com a proposta de facilitar e trazer mais tempo para que as pessoas relacionem-se mais fácil e rapidamente, um paradoxo aparece quando tem-se a impressão que elas estão, ao mesmo tempo, mais distantes, fazendo com que muitos reflitam sobre esse novo tipo de comunicação, afinal.

‘Comunicar mais’ parece fazer parte do mundo moderno, mas isto certamente não quer dizer que comunicamos melhor”, já diria o sociólogo Tom Dwyer.

No entanto, é como muitos dizem: a tecnologia pode ser boa ou ruim, dependendo do isso que se faz dela. E para isso é preciso muita tino em cima dos impactos que isso tem gerado na sociedade.

Ao mesmo tempo que facilita a vida das pessoas, característica inegável dos produtos tecnológicos, não seria pertinente meditar sobre o fato de que esse consumismo desenfreado seja também um modo de pensar imposto por essa nova onda tecnológica, quando percebe-se que trocamos de celular como mudamos de roupa?

Para finalizar, mais uma vez é importante reforçar que a sociedade da informação avançou muito nos quesitos tecnológicos. Mas, fica uma questão: e quanto ao progresso das relações humanas? Talvez os homens estejam mais distantes do que nunca no avanço desse tipo de relação para acompanhar essa onda tecnológica, e tenham transformado-se em robôs, conforme manda a nova era, sem consideração e respeito pelos sentimentos daqueles que os cercam, além de terem perdido completamente a noção do que seja necessário para que haja uma legítima evolução na sociedade.

A autora, Tatiana Gladcheff Zanon, é estudante do 7º termo de jornalismo, na Unesp

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