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Alunos da Apae passam a contar com 3 laboratórios de informática e lavanderia

Marcelo de Souza
| Tempo de leitura: 2 min

A Associação de Pais e Amigos do Excepcional (Apae) de Bauru inaugurou ontem uma lavanderia e três laboratórios de informática. Segundo a presidente da Apae, Olga Bicudo Tognozzi, o projeto da lavanderia tem o objetivo oferecer cursos de qualificação profissional para pessoa com deficiência na função de auxiliar de roupeiro.

Já os laboratórios de Informática atenderão a Escola de Educação Especial nos níveis e modalidades de educação infantil, ensino fundamental, educação de jovens e adultos, educação profissional e Centro de Reabilitação. “É um momento muito especial para todos os apaeanos porque nós temos um projeto, o CIP, Centro Integrado Profissionalizante, da Apae, e é onde nós capacitamos nossos alunos para o mercado de trabalho”, destacou a presidente Olga Bicudo Tognozzi.

Ela explicou que os investimentos só foram possíveis graças a uma parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia, através da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secis), que financiou todos os equipamentos da lavanderia e laboratórios de informática e a empresa AES Tietê que financiou, através do Fundo Municipal dos Direitos da Criança, a obra de construção da lavanderia. “Vai ser uma implementação física e tecnológica para a adaptação dos deficientes”, disse.

Com início do projeto cerca de 800 pessoas com deficiência atendidas pela Apae serão beneficiados direta ou indiretamente. Olga Bicudo salientou que os benefícios são inúmeros, tanto para os alunos, quanto para os familiares. “Eles se sentem realizados como seres humanos. Se sentem importantes, integrados e respeitados”, destacou.

Homenagem

A lavanderia da Apae recebeu o nome de “Maria de Paula Tognozzi Raphael”, conhecida por todos como “tia Paula”, que foi voluntária em várias entidades de Bauru. Segundo a presidente da entidade, tia Paula foi uma praticante da cidadania. “A tia Paula era evangélica, mas não fazia distinção das religiões. Onde precisassem de amparo, ela estava lá”, disse.

Olga lembra que, mesmo no final da vida de tia Paula, quando ela já tinha adquirido uma deficiência visual, ela continuou trabalhando em prol dos mais necessitados. “Ela solicitava ajuda da secretária do lar, para ligar para as pessoas solicitando ou reivindicando os pedidos que chegavam até ela. Enquanto ela não concretizava o sonho da pessoa, ela não parava. É uma homenagem mais do que justa, porque ela foi uma mulher extraordinária”, frisou.

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