Internacional

Número de mortes pode passar de 50 mil; governo chinês pede ajuda

Folhapress
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China - O número de mortos no terremoto que atingiu o sudoeste da China nesta semana pode passar de 50 mil, informou ontem a agência de notícias oficial Xinhua, citando coordenadores do centro de operações das equipes de resgate.

O número de mortes confirmadas divulgado ontem é de 19.509 pessoas, elevando em quase 5 mil o balanço de vítimas do terremoto informado ontem. As informações foram passadas pelo vice-governador da Província de Sichuan, Li Chengyun, citado pela agência Xinhua. Cerca de 25 mil pessoas continuam soterradas nas áreas em que as equipes de resgate tentam alcançar.

A liderança do Partido Comunista disse aos oficiais para “assegurarem a estabilidade social’’ nos esforços de resgate, pois há rumores de que o terremoto tenha ocasionado vazamentos químicos, estourado barragens e provocado cenas de desespero coletivo.

Os responsáveis de segurança pública de Chengdu, no entanto, desmentiram os rumores de que a unidade química de Dujiangyan, localidade devastada pelo tremor, explodiu no terremoto, emitindo gases letais, e que a água de torneira da capital estava contaminada, o que espalhou pânico entre a população.

Mais de 130 mil membros das Forças Armadas chinesas trabalham nas operações de ajuda e resgate nas zonas atingidas pelo terremoto. Segundo a Xinhua, os aviões militares de transporte e helicópteros já fizeram mais de 300 vôos e jogaram do ar alimentos e materiais de emergência.

As equipes militares trabalham com cães em busca de sobreviventes entre os edifícios que desabaram. A agência destacou que a ferrovia é usada em Sichuan para transportar soldados e ajuda de emergência, e veículos particulares foram requisitados para enviar materiais às zonas mais necessitadas.

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Apelo

China - O governo chinês fez um raro apelo público para conseguir equipamentos de resgate, detectores de movimento humano e outros materiais que ajudem no resgate das vítimas do terremoto.

Em um comunicado, divulgado pela Xinhua, a China publicou uma lista de 31 tipos diferentes de equipamentos, que inclui ferramentas de demolição, martelos, pás, guindastes e botes de borracha.

Os funcionários que trabalham na região do tremor estão usando suas próprias mãos para retirar os escombros de cima das vítimas que permanecem soterradas, o que faz com que o pedido seja de máxima urgência.

O vice-ministro da Saúde chinês, Gao Qiang, afirmou ontem que, por enquanto, não há focos de epidemias nas zonas atingidas pelo terremoto. Apesar disso, os sobreviventes estão sendo imunizados contra algumas doenças.

No entanto, ele acrescentou, em entrevista coletiva em Pequim, que as autoridades continuarão em alerta, já que poderiam ocorrer doenças, devido às condições de insalubridade que surgem após catástrofes.

Os trabalhadores das equipes de resgate estão procurando assegurar que as pessoas bebam água com segurança e também estão removendo os corpos dos escombros para prevenir que bactérias se espalhem.

Gao disse que, só na Província de Sichuan, a mais afetada pelo tremor, os hospitais já atenderam 64.040 feridos, dos quais 12.587 se encontram em estado grave. Ele também afirmou que mais de 10 mil profissionais de saúde trabalham nas zonas mais devastadas pelo tremor.

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