Florianópolis - Em contagem regressiva para o encerramento de sua carreira como tenista profissional, Gustavo Kuerten descartou ontem a possibilidade de se tornar treinador. “Ser técnico, não. Não sou capacitado. Ser treinador é um comprometimento diferente”, afirmou Guga.
O tenista ex-número um do mundo afirmou que ainda não sabe o que vai fazer depois que parar de competir. Ele planeja se dedicar mais ao Instituto Guga Kuerten, de projetos nas áreas de esporte, educação e inclusão da pessoa com deficiência. Guga também lançou ontem um projeto para incentivar as crianças e os adolescentes a praticarem tênis.
Com o patrocínio do Banco do Brasil, a iniciativa deve beneficiar inicialmente 500 crianças de Santa Catarina, mas, depois, deve se estender a outros Estados. “Vamos desenvolver ações diferenciadas e com qualidade, valorizando e lapidando os jovens tenistas. Quero proporcionar a alegria do tênis para as pessoas, quebrar barreiras e tirar as dúvidas dos jogadores do juvenil”, afirmou Guga.
O tenista, que programou Roland Garros, a partir do dia 25, como seu último campeonato, afirmou que espera jogar mais de quatro sets no Grand Slam francês. “Não dá para escolher o adversário, pois lá só tem fera, mas tomara que jogue com um tenista menos afiado”, disse o tricampeão de Roland Garros, comemorando um ganho físico nas últimas semanas de treino.
As partidas em Paris são disputadas em melhor de cinco sets. Em nenhuma das cinco partidas nesta turnê de despedida, o melhor tenista brasileiro da história jogou mais do que duas parciais. “Sei que lá vou ter mais alguns momentos felizes, assim como têm sido os meus dias de despedida”, afirmou Guga.