Política

Frente quer ser canal entre Bauru e Lula

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 3 min

Rodrigo Agostinho (PMDB) e Estela Almagro (PT), lançados ontem oficialmente como candidatos a prefeito e vice na chapa que forma a Frente Democrática, reforçaram a necessidade por formar canal político que permita trazer ações do governo Lula para Bauru. No mesmo patamar, os representantes dos partidos que dão sustentação à aliança pontuaram que um dos objetivos do projeto de governo a ser apresentado aos bauruenses é o de contrapor à inanição e distanciamento gerencial do governo municipal com a União.

Os discursos dos dirigentes de PT, PMDB, PC do B, PSB e PR ontem, durante a apresentação oficial da dobradinha Rodrigo-Estela, misturaram temas como o rompimento com o ciclo político vicioso do passado, saída do estado de inércia política em relação à busca de soluções externas para os problemas da cidade, contraponto à lógica tucana e ataque às ações de adversários para que a aliança não se concretizasse.

Até o atual vice-prefeito, Renato Purini (PMDB), mencionou que “duvidaram da aliança se concretizar e ela não só se formou como vai ser ampliada, para desespero adversário”. Contra o eventual ataque à juventude de Rodrigo Agostinho, o também jovem e vice na chapa de Tuga Angerami pregou que “poucas pessoas têm lucidez e conteúdo como o Rodrigo para discutir os problemas da cidade com conhecimento”.

Alguns dos discursos também revelaram homenagens ao “desprendimento de Majô Jandreice (PC do B), visivelmente a preferida para ser a vice na chapa, mas que teve de abrir mão para permitir que PT e PR não buscassem carreira solo na disputa. As restrições políticas a Estela Almagro ficaram menores que o peso do PT e PR juntos.

De sua parte, a candidata a vice não deixou de apontar para tentativas de adversários de desmontar a aliança. “A campanha tem de ser objetiva, a sobreposição das bandeiras que somam nossas forças mostram que podemos vencer e por isso muitos ‘investiram’ para que essa Frente pudesse não se formar. O governo Lula foi o primeiro no País a incluir milhões em ações de transformação social. Agora vamos usar essa força para tirar Bauru dessa letargia”, pontuou.

Para fazer dupla com Agostinho, Estela também prometeu encerrar o ciclo de discórdias que marcou todas as combinações entre prefeito e vice dos últimos 20 anos. “Vamos encerrar esse ciclo viciado de distância entre prefeito e vice e trabalhar afinado com o Rodrigo para governar juntos”, disse na mesma mesa em que estava Purini.

Rodrigo Agostinho reforçou a tese de que a Frente, composta por partidos que dão sustentação ao governo Lula, “vai construir o canal com o governo federal, para buscar resultados à baixa capacidade de investir da prefeitura com recursos próprios, com uma agenda social e de infra-estrutura”.

Sobre o peso da pouca idade para o tamanho do fardo a ser carregado na principal cadeira do Palácio da Cerejeiras, Agostinho já deu o tom inicial da resposta que dará se provocado pelos adversários a respeito: “Não estou em uma aventura. Costuramos uma aliança madura, em meses de diálogo, disputei quatro eleições, estou no meu segundo mandato de vereador e conheço esta cidade muito bem e vamos governar juntos, com partidos fortes, com sustentação política”, encerrou para os aplausos dos presidentes das legendas que compõem a aliança, Pedro Romualdo (PSB), Alex Gasparini (PMDB), Geraldo Bérgamo (PC do B), Fernando Monti (PR) e Sandro Bussola (PT).

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