Bairros

Albergue Noturno acolhe os migrantes e a população de rua

Wagner Carvalho
| Tempo de leitura: 2 min

O Albergue Noturno de Bauru, criado há 57 anos pelo Centro Espírita Amor Caridade, atende diariamente cerca de 30 pessoas. Os freqüentadores da unidade, em geral, são pessoas que estão de passagem por Bauru e procuram um lugar para pernoitar.

Mas, além deles, o albergue também recebe pessoas que precisam de dinheiro para comprar a passagem de volta para sua terra de origem, tratamento de saúde e por aqueles que buscam emprego na cidade.

De acordo com Nilza Oshiro, coordenadora do albergue, o movimento nessa época do ano aumenta em mais 30%. “Recebemos pessoas 24 horas por dia, trazidas pela Polícia Militar, Bombeiros, Pronto-Socorro ou aqueles que batem à nossa porte”, conta Oshiro.

No albergue, além de local limpo para dormir, as pessoas ganham banho quente e quatro refeições, incluindo café da manhã, almoço, jantar e lanche da tarde. Mantido com verba municipal, pelo próprio centro espírita e por doações, a entidade está de portas abertas o ano todo.

Além dos nove funcionários que trabalham no local, o albergue conta ainda com dezenas de voluntários que prestam serviço para a entidade.

De acordo com Oshiro, a primeira atitude com todos que chegam ao albergue é oferecer banho, refeição e, dependendo da hora, descanso. No outro dia, todos passam por uma entrevista para contar suas necessidades.

Os casos são avaliados e encaminhados a programas mantidos pelo próprio Ceac ou pelo município. “Nós conseguimos resolver a maioria dos casos que chegam até aqui”, afirma Oshiro.

Unidades de saúde

É durante o outono-inverno que o trabalho nas unidades de saúde do município aumenta. Entre março e junho do ano passado, por exemplo, a média de atendimentos aumentou 30% em relação aos demais períodos, de acordo com informações da assessoria de imprensa da Prefeitura de Bauru.

A causa disso são os problemas respiratórios. No ano passado, ainda segundo dados da assessoria de imprensa, 2.467 atendimentos foram motivados por doenças respiratórias, cujos sintomas se acentuam com a estiagem e a queda de temperatura, comuns ao outono-inverno.

Nos bairros onde ainda existem ruas e avenidas com quadra sem asfalto (em Bauru são mais de 3,5 mil), as pessoas se aglomeram logo cedo em busca de um atendimento médico. Crianças e pessoas mais idosas são as que mais sofrem com doenças respiratórias.

O sistema de saúde do município possui rede de 33 unidades de atendimento, entre as unidades básicas e os serviços de urgência e emergência, incluindo ainda serviços especializados e mais os departamentos de saúde.

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