Bairros

Automedicação é um dos problemas do inverno

Wagner Carvalho
| Tempo de leitura: 2 min

Além da rede de assistência social, o inverno também coloca em alerta os médicos, seja pelo aumento no número de atendimentos relacionados a doenças respiratórias, seja pela cultura do brasileiro em se automedicar.

O problema é que a automedicação, além de nada inteligente, pode agravar o quadro de saúde e trazer conseqüências sérias e até fatais, dependendo do caso. De acordo com o médico otorrinolaringologista Fábio Pinna, a medida pode trazer efeitos colaterais graves. “Só um médico poderá identificar uma doença e indicar ao paciente qual o melhor medicamento”, afirma.

Membro da Academia Brasileira de Rinologia (ABR), Pinna recomenda que, se os sintomas de uma gripe ou de um resfriado não diminuírem entre três ou cinco dias, o problema pode ser mais sério e só um especialista poderá indicar o melhor medicamento a ser tomado.

A inversão de temperatura que ocorre com mais freqüência nessa época do ano costuma trazer consigo tempo mais seco, o que é mais prejudicial à saúde das pessoas. O tempo frio e seco, somado à poluição, deixa as pessoas mais suscetíveis a desenvolverem doenças virais.

“Não há como evitar em 100% os efeitos da mudança de temperatura nessa época do ano, mas medidas como a vacinação, ingestão de líquidos e cuidados redobrados com a higiene podem livrar as pessoas de desenvolverem algum tipo de doença respiratória”, orienta Pinna.

O médico também recomenda evitar o “choque térmico” ao se sair de banhos muito quentes, lavar roupas e cobertores antes da utilização e abrir portas e janelas durante a manhã. Essas ações colaboram em muito para diminuir as chances de uma pessoa desenvolver uma doença respiratória, seja ela viral ou bacteriana.

Como nos dias mais frios do ano as crises respiratórias aumentam em cerca de 40%, a prevenção ainda é a melhor aliada das pessoas para passar o inverno com saúde. Evitar tapetes, carpetes, cortinas e almofadas no quarto de dormir, camas e berços junto à parede, desinfetantes e produtos de limpeza com odor forte colaboram para diminuir as infecções que desencadeiam doenças respiratórias.

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