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As próximas eleições


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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ayres Brito, por ocasião de sua posse na presidência do TSE, mencionou Sócrates, o filósofo grego, que teria dito que a palavra “candidato” vem de cândido, limpo, depurado, enquanto o vocábulo “candidatura”, convergentemente, não significa senão candura, pureza, depuração ético-representativa. Linda definição, e que mundo maravilhoso seria o nosso se os políticos fossem assim, como definidos no puro latim da Roma antiga! Mas, desde lá, na prática a realidade tem sido outra.

A citação vem a propósito do momento político, para que pensemos a respeito e possamos escolher o candidato que mais se aproxima da correta e original definição da palavra. Afinal, iremos escolher aquele que terá a missão de nos representar na condução dos destinos da cidade e os legisladores pelos quais passarão importantes assuntos a serem discutidos e, provavelmente, transformados em lei.

Sabemos que os homens públicos eleitos são a representação da sociedade em que vivemos. Se bem desempenharmos nossa missão de “votar certo” e nos incumbirmos de orientar os menos esclarecidos para que não desperdicem seus votos, teremos prefeito e vereadores com a “nossa cara”. Se nos omitirmos, não teremos o direito de reclamar do resultado “a posteriori”. Sócrates disse: “se os homens de bem não se envolverem com política, correrão o risco de serem governados por patifes”. Acho bom pensarmos a respeito e “sairmos do armário” em defesa de nossa cidade, um tanto quanto judiada por obra das más administrações anteriores.

Consideremos a realidade local: os nomes que estão sendo cogitados pelos partidos políticos como seus representantes e submetidos à apreciação popular para as próximas eleições são, em sua grande maioria, da melhor qualidade (em todos os sentidos). Temos candidatos probos, competentes e vários perfis para opção: de posturas da extrema esquerda à direita mais definida. Temos candidato a prefeito com visão mais ecológica e temos candidato com proposta desenvolvimentista.

Seus currículos já são sobejamente conhecidos, o que nos permite uma avaliação com avanço, pois o trabalho agora será o de analisar suas plataformas de governo e se decidir por aquela que mais se adeqúe ao nosso objetivo, à nossa visão. Mas, para tanto, é necessário que as mesmas sejam divulgadas e defendidas, e que a disputa transcorra só com relação às propostas e sem aquelas ofensas pessoais diretas, como há anos vimos observando.

Pelo quadro aqui exposto, tudo indica que teremos um pleito pacífico como nunca visto em nossa cidade. A população, amadurecida em razão do sofrimento de anos, por certo irá escolher o melhor entre os bons que aí estão. E isso é mais do que oportuno, afinal chega de desgoverno.

O autor, Renato Cardoso, é publicitário

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