Nos dias de hoje, com a dinâmica vida profissional nas empresas e em todo tipo de repartição pública, busca-se a máxima eficiência para um melhor desempenho nos ambientes de trabalho. Diante disso, observa-se uma demanda elevada por profissionais qualificados.
No Brasil os investimentos públicos em educação chegam a 5,5% do PIB. O país possui cerca de 2,3 mil instituições de ensino superior, sendo que e o sistema está em expansão numa taxa de 13% ao ano, e isso ainda é pouco, para suprir a demanda por capital humano qualificado. Atingir um cenário adequado de capacitação requer, de maneira estimada, investimentos contínuos por doze anos consecutivos.
Num outro esforço para mitigar o déficit de capital humano, a pós-graduação brasileira, já reconhecida internacionalmente, tem crescido a uma taxa de 14% ao ano. Existem cerca de 130 mil pós-graduandos no país, sendo 2/3 mestrandos e 1/3 doutorandos, e a formação de capital humano dever ter foco na capacitação profissional e educação continuada. As instituições devem buscar e inovar nas formas de capacitar e/ou fomentar a capacitação de profissionais, uma vez que esse foco em capital humano qualificado resulta num diferencial competitivo para as empresas gerando novos produtos e conquistando novos mercados.
Aliado à busca de profissionais com um perfil diversificado, além de valores técnicos da profissão, há a busca cada vez maior de valores de amizade e compreensão, pois ambientes de trabalho harmoniosos se mostram muito mais produtivos e todos ganham com isso.
E é neste ponto que a valorização do capital humano-técnico nas empresas deve ser levada muito a sério por gestores e profissionais da área de recursos humanos. Esta é uma das chaves para uma liderança próspera e produtiva. Executá-la em sintonia com a construção de bons relacionamentos representa o alicerce sólido e o segredo de grandes conquistas e vitórias.
Portanto, muito além da capacitação profissional, seja ela em qualquer ramo ou atividade exercida, é preciso ter confiança mútua, pois, sem isso fica difícil, senão impossível, conservar um bom relacionamento. E se alguém ainda tem dúvida sobre isso, pergunte-se: “Quantos bons relacionamentos teve com pessoas em que não confiava?”
A autora, Elaine Cristina Cordioli Vieira, é advogada e coordenadora do escritório Vinhas Advogados - Bauru