Regional

Ruas de Iacanga não aguentam caminhões

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 2 min

Iacanga - O tráfego intenso de caminhões de cana em algumas ruas de Iacanga (50 quilômetros de Bauru) acabou estourando a tubulação da rede de água na rua Monsenhor João Felipe e prejudicou a distribuição do líquido aos moradores do local, próximo a Igreja Matriz.

De acordo com a assessoria de comunicação da prefeitura, o asfalto da quadra 2 da via teria afundado na quinta-feira da semana passada ao não suportar o peso de dois treminhões que trafegavam no local.

Nesta época do ano, com a colheita da safra de cana-de-açúcar, é comum os caminhões trafegarem em cerca de quatro quadras de ruas na cidade para cortar caminho até a usina, onde a cana é moída. De acordo com um empresário que tem estabelecimento comercial na rua Monselhor João Felipe, é comum ver caminhões circularem no local de hora em hora.

“Estavam passando caminhões, só que parou porque quebrou um cano na rua, devido ao peso. Se bem que o encanamento da cidade está meio avariado e estoura no tempo do frio”, comenta o comerciante que preferiu ficar no anonimato.

Devido ao ocorrido, parte da população que mora nas proximidades ficou com o fornecimento de água interrompido por algumas horas. “No sábado eles desligaram, deram uma arrumada, no domingo teve que interromper de novo”, comenta outro comerciante.

A assessoria da prefeitura explica que a tubulação estava funcionando normalmente antes do asfalto afundar e confirma que o problema foi gerado pelo grande fluxo de caminhões de cana nesta época do ano. Segundo a assessoria, no mesmo dia em que ocorreu o problema, o Departamento de Saneamento interditou a rua para fazer o reparo necessário na tubulação.

No entanto, até que o cimento e o asfalto não sequem a rua está interditada ao tráfego de caminhões. Já os veículos de passeio podem trafegar normalmente utilizando uma das faixas da rua. O Departamento de Saneamento espera liberar o tráfego de caminhões no local entre hoje e amanhã. “Entre amanhã (hoje) e depois de amanhã o tráfego de caminhões deve ser normalizado”, confirma a assessoria da prefeitura.

Poeira

Os caminhões também muda a rotina do comércio, não apenas pela interrupção d’água. A poeira que invade residências e empresas comerciais é motivo de reclamação. Os funcionários de uma concessionária de motos já estão impacientes pelas vezes que têm que retirar a camada de pó dos veículos em exposição na parte da frente da loja. Eles lembram que dependem do aspecto do produto para atrair consumidores interessados que acabam se decidindo pela compra.

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